Para absorvermos as informações sobre o diverso mundo das esponjas, vamos começar viajando para antigas civilizações. Egípcios, fenícios e gregos já utilizavam esponjas marinhas na higiene pessoal. Para termos uma ideia, pinturas em cerâmicas gregas produzidas há cerca de 3 mil anos retratam cenas de pessoas tomando banho com essas esponjas.
As esponjas marinhas são animais que têm um sistema de poros por onde a água passa constantemente. Esse fluxo de água é fundamental para a chegada de alimentos e oxigênio, garantindo a sobrevivência da esponja. Mas não era o animal inteiro, vivo, que era utilizado no banho de antigamente. Apenas o esqueleto da esponja, constituído por fibras formadas por uma proteína conhecida como espongina, era utilizado. Essa proteína é muito semelhante ao colágeno, substância utilizada para produzir a gelatina que você come na sobremesa.
As esponjas marinhas reinaram durante milênios como protagonistas dos banhos, até as décadas de 1950 e 1960, quando o aumento da produção de esponjas pela indústria levou a uma grande redução do seu uso.