
Quem vê hoje os mais diferentes e levíssimos computadores portáteis nem imagina que, lá no passado, eles tinham pesos e dimensões bem diferentes! E, justamente por isso, não podiam ser transportados tão facilmente… O primeiro computador portátil considerado um sucesso de vendas foi lançado há, aproximadamente, 40 anos. Seu nome era “Osborne 1”, uma homenagem a seu criador, Adam Osborne. O equipamento pesava cerca de 11 quilos, quase o mesmo peso de uma criança de dois anos! E estava longe de caber na mochila.
O Osborne 1 tinha o formato de uma pequena mala, e precisava ficar o tempo todo ligado à tomada para funcionar. Sua tela também era bem pequena. Ainda assim, foi uma revolução para a época! Afinal, ele integrava em um único equipamento o computador, a tela e o teclado. E ainda vinha com vários programas incluídos. Ele foi muito importante para abrir caminho e mostrar que as pessoas se interessavam por computadores que pudessem ser levados de um lugar para outro.
Logo depois do Osborne 1, foi lançado outro computador portátil, o Toshiba T1100. Ele era mais leve, funcionava com bateria e com os mesmos sistemas usados nos equipamentos que vieram antes dele, os computadores de mesa, não portáteis. Em comparação com o Osborne 1, o T110 não só podia ser transportado como era realmente móvel, já que existia a possibilidade de ser usado em diferentes ambientes sem depender de uma tomada. Foi um passo essencial em direção aos computadores portáteis mais modernos!
Graças a esses avanços, aliás, dispomos hoje de computadores portáteis cada vez mais práticos! E é com esses computadores que pesquisamos fatos curiosos da ciência e da tecnologia, que aconteceram há cerca de quatro décadas, para comemorar os 40 anos da CHC!
Luiz Velho,
Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).

Aranhas, escorpiões e carrapatos são frequentemente chamados de insetos, mas eles fazem parte de um grupo bem diferente, os aracnídeos! Esses animais apresentam oito pernas e não têm antenas. Geralmente, seu corpo é dividido em duas partes. Uma é chamada de prossoma, que engloba a cabeça com o tórax. A outra parte, o opistossoma, é o abdômen. Já os insetos, como besouros, mosquitos e borboletas, têm apenas seis pernas, um par de antenas e o corpo dividido em três partes: cabeça, tórax e abdômen.
Em comum, aracnídeos e insetos fazem parte de uma mesma categoria de classificação de animais: os artrópodes! Viu só? Agora, quando você for explorar a natureza de um jardim, parque ou mesmo ao encontrar um deles na beirada da janela, já vai saber diferenciar insetos e aracnídeos, sem se confundir! Mas observe esses animais sem tocar, porque tanto alguns insetos quando alguns aracnídeos podem picar e causar danos à saúde.
Maria Eduarda Maldaner,
Coleção Entomológica de Mato Grosso Eurides Furtado,
Universidade Federal de Mato Grosso.
Gabriel Pimenta Murayama,
Escola de Artes, Ciências e Humanidades,
Universidade de São Paulo.

Já pensou em comer uma salada bem bonita e florida? Parece estranho, mas com certeza você já comeu! Algumas flores são bem comuns na nossa alimentação, como o brócolis e a couve-flor. Cada uma das florezinhas dessas plantas é muito pequena, e juntas elas geram aquela textura de “gruminhos” desses vegetais. Outras flores, como a flor do ipê amarelo, também são comestíveis. Ela faz parte de um grupo chamado PANCs, sigla para “Plantas Alimentícias Não Convencionais”.
Além de lindas, essas flores são suaves e tem um sabor que lembra o da alface. Elas podem ser usadas em saladas ou preparadas com outros temperos. A capuchinha é mais um exemplo de flor ótima para saladas. O dente de leão também é super nutritivo. E até as rosas podem ser comidas! Porém, vale lembrar que nem toda flor é comestível. Na dúvida, antes de atacar um buquê de flores, faça uma boa pesquisa sobre elas!
Tatiana Machado de Souza,
Centro de Ciências da Natureza,
Universidade Federal de São Carlos – Campus Lagoa do Sino.
Matéria publicada em 01.06.2026