Quando os navegantes portugueses desembarcaram na costa do Brasil, em 1500, acharam que haviam chegado à Índia. Encontraram a terra habitada por, segundo os exploradores, “homens pardos e nus”, aos quais chamaram de índios.
Naquela época, viviam aqui milhões de habitantes, mas eles não eram todos iguais, como muita gente imagina. Os milhões de indígenas brasileiros se organizam em etnias, ou seja, grandes grupos de pessoas, povos com características próprias: falam a mesma língua, têm os mesmos costumes e moram no mesmo território. Os tipos de casa, os utensílios, as comidas, as lendas, as festas, as danças e cantos variam de um povo para outro.
Em 1500, os povos indígenas ocupavam todo o Brasil. Os que viviam no Brasil central se deslocavam durante a estação seca pelo Cerrado em busca de caça, pesca e frutos de coleta. Os grupos que viviam ao longo dos grandes rios ou no litoral eram mais sedentários: fixavam-se em certa região e assim conseguiam obter maior quantidade de peixes. Além disso, eles plantavam roças de mandioca, milho, batata-doce, cará (ou inhame), amendoim e árvores frutíferas, como abacaxi, mamão, caju, cacau e dezenas de outras.
A posse do território de caça, coleta e campos de cultivo era comum a todos os membros do grupo. Isto é, os recursos necessários à vida estavam à disposição de todos. Não havia propriedade particular, a não ser dos alimentos que cada qual obtinha e dos objetos que cada pessoa fazia.
