…O que é uma Superterra? …Por que o queijo é fedorento? …Se só os negros foram escravizados?

…o que é uma Superterra?

Para começar, que tal pegarmos como exemplo o nosso Sistema Solar? Nele existem dois tipos de planetas: os terrestres (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Superterra é o nome dado a um planeta que seja maior do que o maior planeta terrestre de nosso Sistema solar (ou seja, Marte) e, ao mesmo tempo, menor que o menor dos gigantes gasosos (ou seja, Netuno).

Isso quer dizer que não existem Superterras em nosso Sistema Solar. Mas o nosso Sistema Solar não é o único da nossa Galáxia. Há pouco mais de vinte anos, quando foram descobertos os primeiros planetas em torno de outras estrelas, os chamados exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar), achava-se que eram todos muito parecidos com Júpiter, um dos nossos gigantes gasosos. Isso porque as técnicas usadas para localizar exoplanetas detecta mais facilmente os gigantes. Os planetas mais sólidos, os terrestres, por serem menores em tamanho, são mais difíceis de encontrar.

Com o passar do tempo as técnicas foram sendo refinadas, os instrumentos de pesquisa também foram evoluindo e atualmente muitas dezenas de planetas do tipo “terrestre” já são conhecidos em torno de outras estrelas. Alguns desses planetas são considerados Superterras, isto é, têm aquela medida entre a Marte e Netuno!

Roberto D. Dias da Costa,
Departamento de Astronomia,
Instituto de Astronomia e Geofísica/ USP.

Superterras habitáveis?

Todos os exoplanetas de tipo terrestre já localizados são Superterras. Alguns deles estão na chamada “zona habitável” em torno de suas estrelas. Essa é a faixa de distância que permite a existência de água livre e líquida na superfície. O que deve existir por lá?

…por que o queijo é fedorento?

Na verdade, não existe queijo fedorento, e sim com cheiro, digamos, diferente. Cada tipo de queijo tem seu cheiro próprio. Isso depende do leite usado na fabricação (se de vaca, ovelha, cabra, búfala). Depende também se o leite usado veio direto do animal ou se veio da indústria. Depende ainda do modo de fazer.

Pode conferir. Pegue um pedacinho de queijo prato, outro de parmesão e outro de queijo Minas. Você vai perceber que cada qual tem um cheirinho que é só seu – o ‘seu’ aqui é do queijo, viu?!

Falando em queijo Minas, nem todo queijo Minas é igual, sabia? Logo após ser fabricado, ele é branco, macio e tem cheiro suave. Após a maturação ou cura– que é o tempo que o queijo fica descansando antes de ser comido – o cheiro se torna mais forte. Portanto, quanto mais amarelo é o queijo de Minas, mais forte é o seu cheiro.

E o que dizer dos queijos de cor verde-azulada como o gorgonzola e o Roquefort? Tem gente que, pelo cheiro forte e pela cor, jura que estão estragados.

Queijos para todos os gostos

Os queijos esverdeados ou azulados, tais como os tipos Gorgonzola e Roquefort, são famosos por terem sabor e aroma muito fortes. A cor, o cheiro e o gosto sãoresultado da ação de fungos (os mesmos que causam mofo)colocados para crescer dentro da massa, com o propósito de amadurecer o queijo de forma diferenciada. Tantas são as pessoas que apreciam esses queijos mofados e os pratos feitos com eles, que não podemos chamá-los de… fedorentos!

Pensando bem, queijo fedorento é queijo estragado. Isso acontece quando faltam cuidados com a higiene, o transporte e o armazenamento, favorecendo a contaminação por fungos e bactérias indesejáveis. A atividade desses micróbios, além de estragar o queijo, gera cheiros desagradáveis. Isso sim, um verdadeiro fedor!

Prof. Paulo Robson de Souza,
Laboratório de Prática de Ensino de Biologia,
Instituto de Biociências/UFMS.

…se só os negros foram escravizados?

A resposta é não. A escravidão faz parte da História de vários povos desde a Idade Antiga, ou seja, há cerca de seis mil anos.

Na Mesopotâmia (onde hoje fica o Iraque e o Kuwite), no Egito, na Grécia e em Roma, quando era feitas grandes construções – como os templos religiosos e as pirâmides –, os trabalhadores eram escravizados. Eram geralmente estrangeiros comprados ou prisioneiros de guerras. Não tinham vida própria. Trabalhavam dentro das casas ou em plantações. Viviam para servir. Não tinham direito algum, apenas deveres.

Naquela época, a escravidão era considerada natural. Ninguém achava estranho, especialmente porque o trabalho forçado gerava muitas riquezas.

Negros escravizados

Entre os anos de 1550 e 1850, chegaram nos portos brasileiros mais de 4 milhões de africanos trazidos pelos europeus para serem escravizados no Brasil.Por conta da cor de sua pele, essas pessoas eram tratadas como mercadoria e sofriam muitos castigos corporais.

A escravidão foi deixada de lado na Idade Média, porque os trabalhadores se organizaram e começaram receber algo (terras, mercadorias ou dinheiro) em troca do trabalho.Porque, então, muitos séculos depois, essa prática terrível de exploração humana voltou a fazer parte do cotidiano do Brasil e da América?

Na Antiguidade, a cor da pele não determinava uma pessoa como escrava.Isso mudou quando os europeus começaram a conquistar territórios na África.

Por alguma razão, eles consideravam os negros inferiores e passaram a levá-los, de forma forçada, para as Américas.

Em 1888, a escravidão foi oficialmente abolida do Brasil com a assinatura da Lei Áurea. Nós fomos o último país na América a acabar oficialmente com essa prática.

Infelizmente, a escravização de pessoas ainda existe. E não importa mais a cor da pele. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil tem mais de 160 mil pessoas em condições de trabalho escravo – mulheres e crianças principalmente. Essas pessoas são atraídas por falsas promessas de trabalho e acabam sendo escravizadas.

Josena Lima,
Instituto de História,
Universidade Federal Fluminense.

Matéria publicada em 29.05.2018

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