Mundo de curiosidades

Gêiser? O que é isso?

Old Faithful.
Fotos Wikipédia

A palavra “gêiser” vem do nome de uma fonte de água quente da Islândia, país do norte da Europa. Na tradução, significa “jorrar” ou “expelir”. E é exatamente isso que acontece num gêiser! A água penetra dezenas de metros no subsolo por fraturas nas rochas, se aquece, e, quando chega a certa temperatura, passa para o estado gasoso, voltando à superfície em um vigoroso jato de água quente e vapor.

Para existir um gêiser, é preciso que a região tenha intensa atividade vulcânica e um grande sistema de fraturas nas rochas. Além da Islândia, há gêiseres na Nova Zelândia, no Japão, na Rússia e em algumas regiões dos Estados Unidos.

O gêiser mais famoso do mundo fica nos EUA, no parque Yellowstone, e é chamado Old Faithful ou “velho fiel”, em português. Seu período de erupção é quase regular, variando de 40 a 90 minutos. A cada erupção ele pode expulsar até 40 mil litros de água e vapor, que atingem até 50 metros de altitude – o equivalente a um prédio de 16 andares!

Eder Cassola Molina
Instituto de Astronomia,
Geofísica e Ciências Atmosféricas
Universidade de São Paulo

Conhece os “Wolbitos”?

Ilustração Walter Vasconcelos

Uma bactéria que combate o vírus da dengue dentro do mosquito? Não é ficção, não! É isso que faz a Wolbachia, bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos no mundo. Em laboratório, uma equipe de cientistas conseguiu introduzir essa bactéria, que foi retirada da mosca-da-fruta, dentro dos ovos do mosquito Aedes aegypti. Após muitos anos de trabalho, foi comprovado que, quando a Wolbachia está presente neste mosquito, ela impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução destas doenças.

Hoje, mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia são liberados em determinados territórios, para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais. A ideia é que, aos poucos, estabeleçam uma nova população destes mosquitos, todos com Wolbachia. O mais legal é que os “Wolbitos”, como foram apelidados os mosquitos que carregam a bactéria, ficam no local por anos e anos, protegendo as pessoas dos vírus que os demais mosquitos transmitiriam. Os resultados no combate à dengue, por exemplo, têm sido bastante positivos. Não deixe de fazer também a sua parte no controle do mosquito! Procure e elimine possíveis criadouros na sua casa e não se esqueça de conversar com seus amigos e parentes para fazerem o mesmo!

Luciano Moreira
World Mosquito Program
Fiocruz

Oxigênio que vem do mar

Fitoplâncton.
Foto NOAA/Unsplash

Nem todo oxigênio que está disponível no planeta é produzido pelas plantas em terra firme. Boa parte desse gás indispensável à nossa sobrevivência é produzido por organismos que habitam o oceano, em regiões mais próximas à superfície da água do mar, em contato com a luz solar. Estamos falando do fitoplâncton, um conjunto de diferentes organismos aquáticos microscópicos, composto por microalgas e cianobactérias, que, assim como as plantas, realizam a fotossíntese. De forma rápida, pode-se dizer que, por meio da energia solar, da água e do gás carbônico, esses organismos conseguem produzir a glicose (que é utilizada por eles como alimento) e o oxigênio (que devolvem em boa parte para o ar).

Aliás, você deve saber que o mais provável é que a vida em nosso planeta tenha surgido na água e também que mais de dois terços do planeta chamado Terra são formados por água. A maior quantidade dessa água está no mar e é de lá que boa parte das chuvas é formada. Chuvas que acabam sendo levadas pelas nuvens até os continentes, onde rega as plantações, escorre para os rios e traz vida às florestas. A lista de benefícios do oceano para a vida no planeta é ainda mais longa. Mas só de rememorar esses a gente já se dá conta da importância de preservá-lo, não é mesmo?

Tássia Oliveira Biazon
Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano
Rede Ressoa Oceano

Aves do terror? Ui!

Ave do terror.
Ilustração Nato Gomes

A ave do terror pode até ser assustadora para nós, que vivemos nos dias atuais, mas, há milhões de anos, ela era só mais um animal que lutava pela sua sobrevivência. Essas aves são velhas conhecidas dos paleontólogos, especialistas em investigar fósseis de várias espécies. Por estudos assim, eles concluíram que a família Phorusrhacidae, grupo já extinto de aves carnívoras e terrestres que ganhou este apelido aterrorizante, deve estar entre os principais predadores do tempo em que viveram – entre 60 milhões e 2,5 milhões de anos atrás, depois da extinção dos dinossauros.

Com cerca de três metros de comprimento e podendo chegar a pesar em torno de 350 quilos, as aves do terror tinham uma cabeça enorme e o bico maciço em forma de gancho, ideal para capturar suas presas. Elas não voavam, mas corriam bem. A descoberta mais recente de uma ave do terror foi feita por cientistas da Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina. Eles descreveram o mais completo esqueleto de um animal desse grupo: um fóssil de 3,3 milhões de anos encontrado na praia de La Estafeta.

Alexander Kellner
Museu Nacional
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Academia Brasileira de Ciências

Matéria publicada em 01.04.2024

COMENTÁRIOS

  • Keila Oliveira da Silva

    Aves do terror?

    Oi, CHC! Durante uma das nossas aulas de português vimos o texto sobre as Aves do terror e gostamos bastante, mas ficamos com um pouco de medo. Foi muito legal conhecer a CHC e lermos sobre esse assunto. Abraços e obrigada.

    Alunos do 3º ano do Ensino Fundamental 1, Colègio Interagir Sistema Objetivo de Ensino. Dourados-MS.

    Publicado em 3 de abril de 2024 Responder

  • fernandanda maria de castro

    eu conhesso a ave do terror de um jogo é confesso que fiquei um pouco enpressionada com o bixo!

    Publicado em 4 de abril de 2024 Responder

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admin

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