Vem aí as Olimpíadas 2020! E para iniciarmos o aquecimento para as disputas que vão acontecer em Tóquio, no Japão, a CHC publica a partir desta edição uma série de profissões ligadas ao esporte! Lá vai a primeira…

Ilustração Marcelo Pacheco

Quem vê aquelas piruetas que parecem impossíveis mal sabe quantos tombos um/a ginasta precisou tomar antes de acertar um movimento. Nem mesmo o tempo de experiência impede o/a atleta de penar (e muito!) nos treinos. São horas e horas de trabalho para aperfeiçoar cada detalhe no meio de tantos saltos e giros. Jade Barbosa começou na ginástica há mais de 20 anos. Ela é atleta do Clube de Regatas do Flamengo e já disputou as principais competições de ginástica, como Olimpíadas, Jogos Pan-americanos e Campeonato Mundial.

Jade conta que o treinamento é difícil, mas também tem um lado bom: “É algo que me dá prazer na ginástica, porque é um desafio diário. Às vezes, você consegue fazer uma coisa super fácil num dia, mas, no dia seguinte, não sai nada. Você tem que saber lidar com isso. São experiências diferentes, e esse desafio diário tira o melhor de você a cada dia. Eu acho que isso é o mais mágico do esporte”.

A rotina de um/a ginasta é bastante dura. Tem vezes que Jade passa mais de 12 horas trabalhando! Isso quando não está em viagem ou em competição. Seu dia a dia inclui principalmente treinos nos aparelhos, além de musculação e fisioterapia. Tudo isso para preparar os músculos e evitar que ela se machuque.

Para Jade, se machucar é a parte mais difícil na vida de qualquer atleta. “A gente fica impotente, não tem muito o que fazer, e essa sensação é muito ruim. É muito ruim lidar com essa frustração de passar por uma situação que você não pode mudar”, explica.

Jade Barbosa
Divulgação

Para muitos atletas, a vida nesse esporte começa como uma brincadeira. Afinal, qual criança não gosta de correr e pular por aí, não é mesmo? Mas, a ginástica exige muito mais do que isso. É quando a diversão vira coisa séria. “Começou como uma brincadeira e fui me apaixonando. Competi uma vez, a segunda e, quando me dei conta, estava competindo em Campeonato Brasileiro, Jogos Pan-americanos, Campeonato Mundial, Olimpíadas”, lembra Jade.

A ginástica é um esporte de muitas possibilidades. São diversas modalidades diferentes. Jade, por exemplo, já ganhou medalhas em provas de solo, salto sobre cavalo e barras assimétricas. Há ainda argolas, trave, barra fixa, entre outros…

Mas o que os atletas profissionais esperam depois de tanto treinar? Competir! Esse é o grande momento, é quando o/a ginasta põe em prática o que treinou e tenta não errar, o que é muito difícil. Embora o/a atleta trabalhe para evitar falhas, ao mesmo tempo, tem que saber e estar preparado/a para conviver com elas.

A rotina puxada não tira a magia do esporte. “Eu gosto do jeito que a ginástica transforma as pessoas. Eu gosto do jeito que uma criança chega, no primeiro dia, e olha para o ginásio e sente aquilo tudo colorido, muito grande… Eu gosto do que a ginástica causa nas pessoas, uma paixão difícil de explicar”, diz Jade com um brilho no olhar de quem ama o que faz.

 

Cathia Abreu,
Ciência Hoje das Crianças

Matéria publicada em 04.02.2020

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