Cinderela e o padrinho astral: a história por outro ângulo

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*Conto de fadas

Ilustração Marina Vasconcelos

Que Cinderela, aquela do sapatinho de cristal, tinha uma madrasta muito má, você já está careca de saber. Ela foi impedida de ir ao baile, o único evento legal da época, lembra? Pois nossa história vai começar do momento em que a linda moça se arruma para o baile. Sua madrasta e as duas irmãs malvadas rasgaram seu vestido, humilharam Cinderela até ela desistir.

Pois bem! Cinderela ficou arrasada e foi chorar no borralho. Borralho era um lugar perto do fogo, que era à lenha, e sujava tudo em volta, inclusive a cara das pessoas. Como a moça tinha que cozinhar sempre para todos da casa, ela ficava com o rosto todo sujo de cinzas e ganhou o apelido maldoso de “gata borralheira” de suas irmãs megeras.

Voltando ao choro, Cinderela chorava no borralho, junto com seus inúmeros bichinhos de estimação: ratos, baratas, gatos, pombos e outros animais que adoravam a moça. Ela falava com eles, por mais incrível que isso possa parecer. Mas, como estamos em um conto de fadas, dá para soltar a imaginação e aceitar baratas e ratos falantes.

Bem… Parece que, de repente, uma luz ofuscou os olhos de Cinderela e diante dela apareceu um homem alto, elegante, com um turbante, várias joias e uma roupa linda – estava muito bem-vestido mesmo.

Ele disse que era seu padrinho astral e que veio diretamente das estrelas para satisfazer seus desejos. É claro que o desejo de Cinderela naquele momento era ir ao baile. Prontamente, o padrinho astral olhou a menina, aquele vestido velho, sua cara toda borrada no borralho e pensou: “Nossa, isso vai me dar um trabalho! Mas, vamos lá…”

Com seu lenço de cetim vermelho encantado, que ele sacudia para cima e para baixo, disse:

– Cinderela, concentre-se no seu desejo.

A menina fechou os olhos e pensou em tudo que precisaria para ir ao baile. Seu padrinho astral, sacudiu o lenço vermelho e disse as palavras mágicas: “Abadá-Abalô-Abatá”. Logo, o fogão à lenha virou uma carruagem de ouro, os ratinhos se transformaram em lindos cavalos brancos e os pombos, em cocheiros para conduzir a carruagem.

Cinderela abriu os olhos e não acreditou… Agradeceu muito, enquanto seu queixo quase caía no chão. O padrinho astral, todo convencido, disse que aquilo não era nada e alertou:

– Agora, vamos ao mais importante: sua roupa de baile. Como você a imaginou?

Os olhos de Cinderela brilharam e ela começou a falar sem parar na sua roupa dos sonhos. O padrinho estava sem paciência, mas ouviu mesmo assim. Depois que a moça parou de tagarelar, ele disse:

– Afff… Então, ! Vamos lá, concentre-se!

E falou as palavras mágicas “Abadá-Abalô-Abatá”, sacudiu seu lenço vermelho e, num piscar de olhos, Cinderela estava arrumada, muito bem-vestida e… com um sapatinho especial. O resto da história você já sabe, ela foi ao baile, conheceu um príncipe e, dizem, que viveram felizes para sempre.

 

Você imagina outro final para a história de Cinderela? Mande sua ideia para a redação da CHC!

redacao.chc@gmail.com

 

*Cinderela é um do conto de fadas muito conhecido na versão do francês Charles Perrault, no século 15. De lá para cá, ganhou muitas versões para os livros, filmes e desenhos. Esta versão foi livremente adaptada pela CHC.

Matéria publicada em 25.12.2021

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