
Quando Benu, a ave de fogo, surgiu na Terra, não havia nada. Ou melhor, quase nada. Havia o mar, com suas águas ainda sem vida, e uma única rocha. Sobre ela, Benu pousou e fez seu ninho com as próprias penas.
As penas cinzentas e longas pegaram fogo ao primeiro sinal do bico pontiagudo da ave. Ali, no fogo alto, ela se deitou e se acendeu em chamas. Em forma de ave flamejante, subiu aos céus e disparou um grito que acordou toda a vida na Terra.
Ao seu comando, o mar ganhou peixes, moluscos, conchas e baleias. As florestas surgiram e se encheram de rios, flores, árvores, fungos e animais. Seres microscópicos também surgiram. O céu ganhou estrelas, e o Sol brilhou mais alto.
Benu, então, voltou para o ninho onde depositou suas cinzas. De tempos em tempos, a ave soberana refaz o caminho até a rocha original e ressurge das cinzas. Há quem diga que isso acontece a cada 500 anos. Com isso, o ciclo da vida se renova e novas espécies surgem na Terra.
As chamas de Benu são consideradas o combustível que dá origem à vida. Sem o fogo, não há transformação, nem renovação no planeta!
*Benu, fênix, ave ou pássaro de fogo são nomes para a mesma personagem mitológica criada por antigos povos, como os egípcios e os gregos, para explicar a origem da vida na Terra. Essa versão, livremente adaptada pela CHC, tem origem na mitologia do Egito.
Matéria publicada em 02.03.2026