Peixe-robô?!

Aqui na CHC, você já conheceu robôs que falam, voam e até imitam flores. Agora, vai saber tudo sobre um robô inspirado em um peixe bem brasileiro: o ituí-cavalo. Por ser cego, esse peixe se locomove pelas águas da Bacia Amazônica usando uma estratégia que serviu para que cientistas criassem um robô subaquático muito esperto.

Capaz de se locomover mesmo sem enxergar, o ituí-cavalo (<i>Apteronotus albifrons</i>) serviu de inspiração para que cientistas criassem um peixe-robô. (fotos cedidas pelo pesquisador)

Capaz de se locomover mesmo sem enxergar, o ituí-cavalo (Apteronotus albifrons) serviu de inspiração para que cientistas criassem um peixe-robô. (fotos cedidas pelo pesquisador)

Para nadar por aí sem bater em nada, o ituí-cavalo emite uma leve corrente elétrica na água. Quando essa corrente bate no que está ao seu redor, ela retorna até chegar a receptores distribuídos por todo o corpo do animal. São eles que identificam se há algum obstáculo por perto, permitindo que o peixe nade por aí sem bater em nada. A corrente elétrica serve também para detectar a presença alimento.

A incrível habilidade desse peixe ajudou o cientista computacional Malcolm MacIver, da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, a criar um robô capaz de se movimentar também com base na corrente elétrica que emite. “Usamos o ituí-cavalo como modelo para um robô capaz de se mover embaixo d’água muito mais rapidamente do que os robôs aquáticos que já existem”, explica o pesquisador.

Assim como o ituí-cavalo, o robô criado pelos cientistas estadunidenses se move com base na corrente elétrica emitida por seu corpo.

Assim como o ituí-cavalo, o robô criado pelos cientistas estadunidenses se move com base na corrente elétrica emitida por seu corpo.

Os robôs subaquáticos servem para, por exemplo, fazer buscas em navios naufragados e identificar vazamentos de petróleo. No caso do robô desenvolvido pela equipe de Malcolm, a tecnologia seria muito útil para explorar locais escuros e com obstáculos.

Além de se inspirar na forma como o ituí-cavalo enxerga, Malcolm está tentando reproduzir no robô sua forma de nadar. “Esse peixe usa uma nadadeira ondulante na barriga que, dependendo de como é movimentada, faz com que o peixe se direcione com precisão dentro da água”, completa o pesquisador. Realmente, temos muito a aprender com a natureza…

Matéria publicada em 25.03.2014

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Mariana Rocha

Cresci gostando de fazer descobertas para escrever sobre elas. Na CHC consigo ser curiosa e escritora, tudo ao mesmo tempo!

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