Quero saber…

…aaaaatchim!!!O que provoca o espirro?

Tem gente que espirra baixinho. Tem gente que faz um barulhão. Seja qual for o seu caso, saiba que o espirro é uma reação normal do nosso corpo e não depende da nossa vontade. Ele pode ser provocado por poeira, pólen, fumaça… Mas também por microrganismos, como vírus e bactérias causadores de gripes e resfriados. Ah, sim! Às vezes o espirro é uma simples reação alérgica – àquele perfume, por exemplo, que parece fazer coceira no nariz!

Quando o cérebro recebe a informação da presença de corpos estranhos no nariz, os pulmões se enchem de ar, e os músculos envolvidos na respiração, como os das costas e do abdômen, se contraem bem forte para liberar todo o volume de ar, de uma vez só, por meio do nariz e da boca. Lá vem o… atchim!

O espirro é importante para limpar as vias áreas, o caminho do ar dentro do corpo. Por isso espirramos mais quando estamos resfriados. Essa limpeza das vias aéreas é também valiosa para o nosso sistema de defesa. Então, não prenda seu espirro!

Mas e quando vem um espirro atrás do outro? Nessas situações, lave bem o rosto e limpe o nariz com soro fisiológico. Isso ajuda a eliminar as partículas que podem estar lá dentro. Mas, se a crise continuar, procure cuidados médicos. E… saúde!

 

 Rachel Ann Hauser Davis,
Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz

…se é verdade que animais voadores também são atropelados?

Sim, infelizmente… Você deve estar se perguntando: ‘Como? Se eles podem voar acima dos carros?’Na verdade, depende dos hábitos de cada espécie. Por exemplo: espécies que se alimentam de insetos podem ser atropeladas quando estão caçando e voando próximas aos postes de iluminação nas margens das estradas. Já espécies que comem frutos ou se alimentam de néctar podem sair das florestas para buscar alimentos do outro lado de uma estrada e cruzar a pista na altura de carros e caminhões.

Você nem imagina como são comuns os atropelamentos de morcegos nas estradas brasileiras. Isso acontece porque esses animais saem no final da tarde ou à noite para buscar alimento ou para se se reproduzir. Nesse horário, é mais difícil para os motoristas enxergar os bichos e aí… você sabe.

Cada vez que perdemos um animal voador, nossas florestas perdem também, porque eles “cultivam” plantas ao espalhar, por meio de suas vezes, as sementes que comem. Sem falar que eles, levando em seu corpo o pólen de uma flor, ao pousar em outra, deixam o pólen cair e ajudam na reprodução das flores!

Portanto, motoristas mais atentos à travessia de animais terrestres e voadores nas estradas contribuem para a conservação da natureza!

 

Helio K. C. Secco,
Ciências Ambientais e Conservação,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Parentes de reis e rainhas do passado brasileiro ainda são nobres no Brasil?

Em um passado não muito distante, quando o Brasil ainda era considerado território de Portugal, tivemos por aqui um rei, dois imperadores, imperatrizes, príncipes, princesas… Esses membros da monarquia deixaram descendentes, que não são mais considerados nobres. Ou seja, seus títulos de duque, duquesa, barão, baronesa, príncipe, princesa… não valem mais nada em nosso país. E por quê?

Porque o Brasil mudou o seu regime de governo. Antes, na monarquia, as pessoas eram entendidas como naturalmente diferentes perante a lei de acordo com seu nascimento, e tinham um monte de privilégios. Mas o Brasil deixou de ser monarquia e passou a ser república, uma forma de governo que não admitia privilégios de nascimento, desconhecia títulos de nobreza e todas as suas regalias.

Na época em que foi proclamada a República, em 1889, a família real foi banida do Brasil. Seus familiares só puderam voltar ao país em 1920. Mas não tiveram mais os títulos de nobreza reconhecidos. Se algum integrante da família Orleans e Bragança – que teve origem no casamento da conhecida princesa Isabel Bragança (filha do imperador Dom Pedro II) com Gastão de Orleans(neto do rei Luis Filipe, da França) se apresentar como príncipe ou princesa, não quer dizer que sejam de verdade.

Isso também escrito na nossa Constituição atual, publicada em 1988. Ela reforçou a Constituição de 1891,com uma afirmação: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

 

Francisco Aimara C. Ribeiro,
 Instituto de História,
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Ilustrações Walter Vasconcelos

Matéria publicada em 02.05.2019

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