Guia de turismo em cavernas!

Certa noite, acampado na entrada de uma caverna, o biólogo e monitor de turismo Marcel S. Lunghi teve a barraca “invadida” por duas cuícas, animais que lembram gambás. Elas fuçaram as panelas e comeram os restos de alimentos. Marcel aprendeu a lição: era preciso lavar tudo antes de dormir para não atrair mais cuícas ou animais maiores! Em outra ocasião, durante uma chuva forte, ele se deparou com uma cachoeira de lama na saída de uma caverna! Mas, ufa! Saiu sem se machucar.

O Marcel, que também é espeleólogo (especialista na formação de grutas e cavernas) da Organização não governamental (ONG) Espéleo Grupo Japi, em Jundiaí, São Paulo, compartilhou essas e outras histórias para contar como é o turismo e a exploração em cavernas. Prontos aí? Coloquem capacete, tragam lanternas e… Muita curiosidade para desbravar nessa entrevista!

Ilustração Mariana Massarani

Ciência Hoje das Crianças: O que mais impressiona você nos passeios a cavernas?

Marcel S. Lunghi: Talvez seja a beleza que não encontramos no dia a dia. Gosto muito das passagens estreitas, de vencer o obstáculo e encontrar um grande salão, que esconde formações minerais incríveis! São chamadas espeleotemas, e são lindas, intrigantes, às vezes seculares. Nos salões mais profundos, que chamamos de região afótica, onde já não há luz natural, gosto quando todos desligam suas lanternas por alguns segundos. É a escuridão verdadeira! Não dá para ver nem a própria mão. Mas a imaginação voa.

 

Elisa Martins
Jornalista, Especial para a CHC

Edição Exclusiva para Assinantes

Para acessar, faça login ou assine a Ciência Hoje das Crianças

CONTEÚDO RELACIONADO

A árvore sagrada da Amazônia

Se você pudesse fazer um pedido para 2020, o que pediria? Uma vacina para prevenir a covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus? Pode apostar que esse é o sonho de muita gente pelo mundo todo. E é também o desafio de muitos cientistas! Que tal conhecer um pouco da história das vacinas e descobrir como são produzidas?