Já parou para pensar como uma bailarina consegue rodopiar tanto sem ficar enjoada? Será que não dói ficar na ponta do pé? Será que é difícil decorar os nomes dos passos de balé? Ah, esse mundo das sapatilhas tem mais curiosidades do que você imagina!

Os bailarinos profissionais costumam dançar desde bem pequenos. É uma carreira que exige muita força de vontade e dedicação. Mas todo o esforço físico vale a pena, principalmente quando é dia de estreia de espetáculo e coreografia nova. Esse é o momento preferido de Juliana Meziat, ex-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e do Grupo Corpo. Hoje ela é coordenadora de balé e professora do Centro de Movimento Deborah Colker, no Rio de Janeiro.

Nessa entrevista, Juliana conta como virou bailarina e o que é preciso fazer caso seu sonho também seja viver na ponta do pé!

Ilustração Jaca

 

Ciência Hoje das Crianças: Quando você começou a dançar balé?

Juliana Meziat: Eu tinha uns quatro anos. Aos nove, uma professora me indicou para a escola profissionalizante do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Escola Estadual de Dança Maria Olenewa. Cresci nesse mundo. Fui aprimorando minha técnica, conhecendo os benefícios artísticos do balé e assistindo a muitos espetáculos de companhias de dança. Aí, virou meu sonho ser bailarina profissional.

 

CHC: Dançar é trabalho ou diversão?

Juliana: Quando eu era pequena, era diversão. Era uma atividade de que gostava muito e tinha muita vontade de fazer bem. Quanto mais eu melhorava no balé, mais me motivava a continuar nas aulas. Quando virei profissional, começou uma rotina pesada, de muita responsabilidade com os espetáculos, com meu corpo e minha alimentação. Aí realmente virou um ofício. Mas trabalhar com uma paixão é um prazer, embora existam momentos difíceis, em que é preciso passar por cima de dores e lesões para continuar no palco. Então é uma mistura de diversão e trabalho.

 

Elisa Martins,
Jornalista, especial para a CHC.

 

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