Visita ao passado com pitadas de presente

Imagine que você está andando pela rua quando, de repente, avista um enorme tubo de metal. Curioso como ninguém, decide entrar. Resultado? Você descobre que embarcou em uma máquina do tempo. Isso porque os sons e paisagens atuais, passo a passo, vão sendo substituídos por ruídos e cenários do passado, até que, enfim, chegamos ao tempo dos dinossauros.

A exposição Caminhos do passado, mudanças no futuro está em cartaz até 27 de janeiro. (Foto: Casa da Ciência)

Toda essa descrição parece roteiro de filme de ficção científica? Então, saiba que ela, na verdade, retrata o que acontece não no cinema, mas na Casa da Ciência, uma instituição mantida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro na capital fluminense, onde está em cartaz a exposição Caminhos do passado, mudanças no futuro.

O túnel do tempo que abre a exposição. (Foto: Stéferson Faria/Petrobras)

Nela, você é convidado a voltar 150 milhões de anos e, assim, descobrir como era a Terra no passado. Totalmente interativa, a exposição permite, por exemplo, que se observe, por meio de uma animação, como os continentes do nosso planeta estavam organizados há milhões de anos e como eles foram assumindo a posição atual ao longo do tempo.

No canto direito, um tronco fóssil de cerca de 150 milhões de anos. (Foto: Casa da Ciência)

Mas não é só. Antes de ver essas transformações com seus próprios olhos, os visitantes passeiam entre troncos fossilizados com milhões de anos de idade, observam restos de insetos aprisionados em âmbar e até têm um encontro cara a cara com um dos habitantes da pré-história da Terra: o Baurusuchus salgadoensis, uma espécie de crocodilo que viveu há cerca de 90 milhões de anos onde hoje se encontra uma cidade do interior de São Paulo chamada General Salgado.

O Baurusuchus salgadoensis é um crocodilo que viveu há cerca de 90 milhões de anos. (Foto: Stéferson Faria/Petrobras).

Depois desse encontro que tem tudo para ser marcante, é hora de fazer uma ponte entre o passado e o presente. Isso porque estão à disposição dos visitantes da mostra instrumentos que lembram os periscópios – os equipamentos óticos muito usados em submarinos para olhar a superfície –, que os levam a observar como o fato de seres vivos e matéria orgânica terem ficado soterrados no passado deu origem ao petróleo explorado atualmente para a produção de combustíveis como a gasolina e o óleo diesel.

Um visitante diverte-se com as gavetas que revelam fósseis de milhões de anos. (Foto: Pedro Veríssimo).

Aliás, nessa parte da mostra, os olhos não têm descanso. Isso porque eles vão desgrudar dos periscópios e logo grudar em microscópios, que nos levam a ver que o petróleo nem sempre é igual, pois pode surgir como resultado do soterramento de algas de água doce, de matéria orgânica marinha, de vegetais etc. Nas paredes, em imagens ampliadas e para lá de bonitas, também vamos conhecer os nanofósseis, que, como o próprio nome indica, são minúsculos fósseis que compõem o petróleo.

Este pedaço de âmbar aprisiona um ser vivo pré-histórico. (Foto: Casa da Ciência).

E olha que a mostra tem ainda muito mais a oferecer, como uma parede inteiramente estilizada para lembrar um solo, onde diversas gavetas – que você pode abrir à vontade! – revelam fósseis dos mais diferentes tipos, além de um mapa interativo que mostra onde ficam as maiores reservas de petróleo e gás do Brasil e, por isso mesmo, parece mais com um mapa do tesouro. É, já está na cara que essa exposição você não pode perder, não é? Então, programe-se!

Exposição Caminhos do passado, mudanças no futuro
Até 30 de março
Terça a sexta, das 9h às 20h.
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h.
Grátis!
Casa da Ciência
Rua Lauro Muller 3, Botafogo, Rio de Janeiro/RJ.
Tel.: (21) 2542-7494.
(De 22 de dezembro a 1º de janeiro a mostra estará fechada para manutenção)

Matéria publicada em 17.06.2010

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Mara Figueira

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