Serafina, o menor submarino do mundo

Ele tem 40 centímetros de comprimento e parece de brinquedo, mas sua missão não é divertir e, sim, servir à ciência. Sabe de quem estamos falando? De Serafina, o menor submarino do mundo! Criado por cientistas australianos, o pequeno submergível pode ser produzido a baixo custo e ser usado para localizar navios naufragados, procurar aeronaves que caíram no mar, buscar depósitos minerais em grandes profundidades, monitorar as correntes e a temperatura dos oceanos, entre outros fins.

Serafina em ação: o menor submarino do mundo foi projetado para ir a lugares de difícil acesso a mergulhadores humanos

Serafina é equipado com quatro propulsores e conta ainda com baterias e circuitos recarregáveis. Tem casco feito de plástico e se move relativamente depressa: à velocidade de um metro por segundo, o equivalente à de uma pessoa caminhando a passos rápidos! É capaz de voltar à posição normal caso vire no fundo do mar e foi desenvolvido para chegar a até cinco mil metros de profundidade. Tudo isso sozinho.

O pequeno submarino é totalmente autônomo. “Ele se move sem ter qualquer conexão com o mundo exterior”, explicou Uwe Zimmer, líder da equipe que criou o submersível, à Ciência Hoje das Crianças. “Há um plano pré-programado seguido por ele durante uma missão. Um controle remoto apenas é usado quando Serafina está na superfície ou é preciso indicar qual plano deve ser executado a seguir.”

Serafina visto fora d’água: repare nos 4 propulsores em amarelo (fotos: reprodução).

Além de pequeno e autônomo, o submarino inventado na Universidade Nacional Australiana também é barato de produzir. São necessários cerca de mil dólares australianos — mais ou menos dois mil reais — para fazer um submergível desse tipo, que ainda não está sendo comercializado.

Só para você ter uma idéia, um submarino autônomo grande custa a partir de 200 mil dólares, o que equivale a 600 mil reais. “Por isso é interessante criar submarinos pequenos como Serafina, pois ele possibilita que muitas pessoas façam pesquisas subaquáticas, o que um veículo grande e caro não permitiria”, explica Zimmer.

Outro detalhe que conta pontos a favor do pequeno submarino é a forma como ele pode ser levado ao mar. Para tanto, não é preciso usar guindastes ou sistemas de lançamentos: o submergível foi feito forte o bastante para agüentar ser lançado ao mar direto do navio, dispensando o uso de qualquer desses equipamentos. Também foi produzido para carregar uma série de sensores úteis para a exploração subaquática e para monitorar os oceanos.

Mas se você quer saber por que o menor submarino do mundo ganhou o nome de Serafina… Bom, a CHC fez essa pergunta a Uwe Zimmer. E sabe o que ele respondeu? “Simplesmente porque eu gosto do nome”!

Matéria publicada em 02.09.2004

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Mara Figueira

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