Mata Atlântica: Uma amostra de floresta

A Mata Atlântica é a cobertura vegetal brasileira com maior índice de degradação, pois foi ao longo de sua área de ocorrência que se instalaram as principais cidades do país. Estudos recentes indicam que resta apenas pouco mais da vigésima parte da vegetação original, que recobria a costa brasileira do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Nessa época, a floresta se estendia por cerca de 1,1 milhões de quilômetros quadrados. O que restou pode ser encontrado em melhor estado de conservação sobre as serras, entre os estados do Rio de Janeiro e Paraná.

Flores nas reservas de Poço das Antas e Itatiaia (foto: Programa Mata Atlântica).

Imagine quantas espécies animais e vegetais desapareceram com essa devastação. As árvores foram, sobretudo, usadas como lenha ou derrubadas para abrir espaço para diferentes lavouras que se implantaram ao longo da Mata Atlântica. Os bichos foram vítimas da caça e do desaparecimento de seus hábitats naturais. O mico-leão dourado, animal que se tornou símbolo da Mata Atlântica, é a mais famosa das muitas espécies que correm risco de extinção.

Mesmo sendo uma das coberturas vegetais que apresenta maior diversidade de espécies no Brasil e no mundo, e embora os grandes centros de pesquisa estejam localizados em áreas de Mata Atlântica, os estudos sobre ela são pequenos, se comparados aos realizados na Amazônia, por exemplo. Os botânicos sentiam falta de uma atualização de informações sobre a flora remanescente de Mata Atlântica.

A partir de dados atualizados sobre quais espécies ocorrem e como elas ocorrem nos ambientes, poderiam ser iniciados os trabalhos de restauração de áreas, tão necessários à realidade atual dessa floresta. Assim, surgiu em 1989 o Programa Mata Atlântica, realizado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com o patrocínio da Petrobras e da MacArthur Foundation — fundação americana de apoio a projetos de pesquisa. O trabalho foi dividido em três etapas (veja quadro abaixo), cada uma executada por um grupo de pesquisadores do Jardim Botânico.

Para cumprir a primeira etapa do programa, uma equipe fez uma relação detalhada das espécies vegetais encontradas na Reserva Ecológica de Macaé de Cima (em Nova Friburgo), na Estação Ecológica Estadual de Paraíso (em Guapimirim), na Reserva Biológica de Poço das Antas (em Silva Jardim) e no Parque Nacional de Itatiaia (em Itatiaia), todos no estado do Rio de Janeiro. Por meio de várias excursões a esses lugares, eles puderam saber o local exato onde estava cada uma das plantas nessas porções de florestas que sobreviveram à exploração até os dias atuais, chamadas pelos botânicos de unidades florestais. Os dados conseguidos foram passados para a equipe seguinte, que estuda a anatomia das plantas, ou seja, sua forma e estrutura. Depois deles, vem o último grupo, que se vale do que os dois primeiros descobriram: é a equipe responsável pelo trabalho de revegetacão das áreas degradadas e que está trabalhando em Poço das Antas.

Como você já deve ter lido no quadro acima, a revegetação das áreas degradadas ocorre na terceira etapa do programa. Não seria reflorestamento? Não. O termo reflorestar está ligado ao plantio de espécies exóticas e, de modo geral, ao aproveitamento econômico das áreas reflorestadas. Revegetar ou restaurar (termo que é usado mais recentemente) diz respeito ao plantio em áreas degradadas utilizando espécies típicas àquela região, valendo-se do conhecimento prévio sobre a vegetação do lugar. Por isso, as duas primeiras equipes fazem uma investigação tão detalhada das plantas, definindo qual espécie vegetal se desenvolve melhor num determinado ponto da floresta, e ainda onde cada uma delas vivia antes de desaparecer.

Nos últimos anos, a velocidade da degradação da Mata Atlântica vem diminuindo. Em parte, porque já não há muito mais o que derrubar. E também porque as pessoas estão se conscientizando de que há muitas maneiras de aproveitar a floresta sem destruí-la. Quem sabe um dia não poderemos tomar um banho de mar à sombra da floresta avistada por Cabral?

Matéria publicada em 15.12.2000

COMENTÁRIOS

  • Isabelli stefani

    Qual é a principal razão da degradação da mata Atlântica ?me ajudem.por favor !!!!

    Publicado em 8 de junho de 2018 Responder

    • Caralho

      Teu cú

      Publicado em 26 de maio de 2020 Responder

      • D

        Fala com o Batman.

        Publicado em 20 de outubro de 2020

  • Anna Elise

    Nesse calor caíria bem um mar!

    Publicado em 29 de setembro de 2018 Responder

    • Nt

      Lá dentro do seu cu, né

      Publicado em 26 de maio de 2020 Responder

      • E

        Cala a boca animal.

        Publicado em 20 de outubro de 2020

  • ninguem.liga.3

    alguem faz o resumo desse texto urgente????!!!!

    Publicado em 20 de outubro de 2020 Responder

  • João paulo gonçalves da silva

    O que eu achei do texto,foi que infelizmente é verdade que a mata atlántica está sendo desmatada mas tambem temos que ter consiencia em não poluir o meio ambiente.

    Publicado em 21 de outubro de 2020 Responder

  • Jéssica Lara Silva Inácio

    Eu achei que agente não podia mata a mata atlântica por que faz parte da natureza tem animais que vivem na mata então tem que tomar um processo a isso u.u.

    Publicado em 21 de outubro de 2020 Responder

  • Jéssica Lara Silva Inácio

    Eu achei que agente não podia mata a mata atlántica por que faz parte da natureza tem animais que vivem na mata então tem que tomar um processo a isso e não poluir o meio ambiente e joga as coisas no lixo certo.

    Publicado em 21 de outubro de 2020 Responder

  • Gabrielly Alkimin Verzani

    Infelizmente a mata atlântica esta sendo desmatada,então isso e muito chato pq as pessoas não sabem que lá vivem animais então se eu pudesse faria que tudo ficasse certo

    Publicado em 21 de outubro de 2020 Responder

admin

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