Chocolate: tem como não amar?!

Páscoa é tempo de ganhar muitos ovos de chocolate! Huuumm… Quem aí mal pode esperar para sentir o primeiro pedaço a derreter na boca? Com certeza, muita gente. Afinal, é difícil achar alguém que não goste de chocolate. Mas o que será que essa guloseima tem que outros alimentos não têm? Conheça os segredos desse doce que, dizem, afasta a tristeza e é capaz de apaixonar multidões!

Oba! Ele chegou!

Ilustração: Lula.

Quando colocamos um chocolate na boca, muitas coisas acontecem no nosso cérebro. A própria textura do doce em contato com a nossa língua já ativa uma região cerebral relacionada aos sabores que mais gostamos. Ela se chama córtex órbito-frontal e fica na parte da frente do rosto, logo acima dos olhos. Então, nosso cérebro já pensa: oba, chocolate! Sabe por quê? A textura sedosa e cremosa desse alimento revela algo muito importante sobre ele: seu teor de gordura.

“A primeira coisa que gostamos no chocolate é ele ser altamente gorduroso”, conta a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O cérebro valoriza muito a gordura, por ela ser o nutriente mais calórico, ou seja, que gera mais energia para o corpo. Para completar, o chocolate apresenta ainda duas substâncias – a feniletilamina e a cafeína –, que ativam o chamado sistema de recompensa do cérebro, um conjunto de estruturas cerebrais que sinaliza quando algo é bom.

Para o vencedor… um chocolate!

Ilustração: Mario Bag.

Além de todas essas características, existe um fator muito importante que torna o chocolate um alimento tão querido. Nós aprendemos desde pequenos a associá-lo a um prêmio! Quantas vezes um chocolate é a recompensa por você ter raspado o prato do almoço? Ou é a sobremesa especial que você só pode comer no fim de semana? Desse jeito, o cérebro aprende a associar o chocolate a algo bom!

Diante de tudo isso, você pode até estar pensando que aquele seu amigo que não gosta de chocolate deve ser meio maluco das ideias… Mas saiba que é perfeitamente normal não gostar de chocolate.

“As pessoas têm diferenças de gosto e de sensibilidade aos alimentos”, explica Suzana. “Também depende do quanto a pessoa associa chocolate a recompensa. Se o chocolate lembra uma pessoa que ela não gosta ou se ela já passou muito mal quando comeu um bombom, há boas chances de que deteste chocolate!”

Fonte de alegria

E a história de que o chocolate deixa as pessoas felizes? É verdadeira ou não? O que acontece é que o chocolate tem uma substância, o triptofano, que ajuda a produzir a chamada serotonina, uma substância que torna as pessoas mais calmas, relaxadas e felizes ao ser liberada pelos neurônios, as células do cérebro.

A baixa quantidade de serotonina tende a deixar as pessoas deprimidas. Mas isso não significa que quem não come chocolate fica triste. Existem outros fatores que estimulam a produção da serotonina. O próprio Sol tem um papel essencial na formação dessa substância. “Para quem mora em países frios, onde o Sol quase não aparece, comer chocolate pode suprir essa necessidade”, conta Suzana.

Aprecie com moderação!

Ilustração: Ivan Zigg.

É verdade que o chocolate faz bem e tem nutrientes importantes para que o nosso cérebro funcione direitinho. Mas se você estava pensando em usar essa desculpa para se entupir de ovos de Páscoa, pode tirar o cavalinho da chuva! Como já foi dito, o chocolate contém muita gordura, que, em excesso, causa uma série de problemas, como a obesidade e doenças do coração.

“Para fazer bem ao cérebro e ao nosso corpo, é preciso ter uma dieta variada, rica em legumes e alimentos saudáveis”, conta Suzana. “O problema não é comer chocolate, é comer só chocolate!”

Então, nada de exageros nessa Páscoa! Fora isso, delicie-se com o chocolate que, seja em forma de ovo, barra ou bombom, tem todos os elementos para ser mesmo ir-re-sis-tí-vel!

Matéria publicada em 09.04.2009

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Tatiane Leal

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