Cápsula do tempo

Uma caixinha cheia de tesouros que nos leva a uma viagem até o século 19. Parece ficção, mas é realidade: um grupo de arqueólogos ligados ao Instituto Rio Patrimônio da Humanidade encontrou essa preciosidade histórica no Rio de Janeiro.

Tão valioso quanto um baú cheio de joias escondido por piratas, o achado inclui três jornais e nove moedas da época do imperador D. Pedro II. A caixa é de 1871 e só foi descoberta em junho, durante as obras de restauração na zona portuária da cidade.

Uma caixa da época de D. Pedro II foi encontrada durante escavações nas docas do Rio de Janeiro (Foto: Fundação Biblioteca Nacional)

O arqueólogo Jayme Spinelli, da Biblioteca Nacional, conta que a caixa, que está sendo chamada pelos pesquisadores de “cápsula do tempo”, foi encontrada na pedra fundamental das docas. Em uma construção, pedra fundamental é o nome dado ao primeiro bloco de pedra posicionado para a construção.

No passado, era costume colocar, dentro da pedra, uma caixa dentro contendo alguns objetos que identificassem a época em que a construção foi feita, como jornais datados, moedas e nomes dos envolvidos na obra. Não se sabe ao certo quando essa prática surgiu, mas com certeza é bem antiga: “cápsulas do tempo” semelhantes já foram encontradas em construções mesopotâmicas que datam de mais ou menos 5500 anos antes da nossa era.

Ainda hoje, muitas pessoas fazem isso, quem sabe para facilitar o trabalho dos arqueólogos do futuro, sem deixar de criar certo mistério: segundo Jayme, geralmente não se revela a localização exata da caixa de lembranças.

O tesouro histórico foi encontrado no Rio dentro de uma caixa de chumbo que estava acomodada dentro de outra caixa de madeira. Seja quem for que tenha guardado, fez isso esperando que ela estivesse intacta depois de muito tempo. E conseguiu, né?

Matéria publicada em 12.09.2012

COMENTÁRIOS

  • Anna Elise

    Da pra saber o nome dos envolvidos ou está em outra língua?

    Publicado em 20 de outubro de 2018 Responder

Camille-Dornelles

Quando criança, gostava de fazer experimentos dentro de casa e explorar o mundo. Hoje, na CHC, me sinto brincando de cientista e trabalhando como jornalista ao mesmo tempo.

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