Morcego na toca?

Espécie pré-histórica trocava o voo pela vida no chão da floresta

Morcego na toca?
Ilustração Nato Gomes

Ficha técnica

Nome: morcego-vulcano (Vulcanops jennyworthyae)

Origem: Nova Zelândia, Oceania

Tamanho: cerca de 40 centímetros da ponta de uma asa à ponta da outra

Peso: cerca de 40 gramas

Época em que viveu: entre 16 e 19 milhões de anos atrás (Período Mioceno)

Numa toca, no chão da floresta, vive um morcego… Toca? Sim! Enquanto a maioria dos morcegos vive empoleirada em árvores, no teto das grutas, procurando seu alimento em voos por aí, alguns têm hábitos semiterrestres, vivem em tocas e passam a maior parte do tempo procurando comida no solo da mata. No cardápio destes morcegos está uma variedade de artrópodes (aranhas, gafanhotos, entre outros), frutos, néctar e pólen.

Notou que estamos falando desses animais no presente? Pois é! Esse grupo de morcegos ainda existe entocado em um único lugar do planeta, a Nova Zelândia, país cheio de vulcões, que fica na Oceania. Esses morcegos de hábitos diferentes são chamados mistacinídeos, e, atualmente, existem apenas duas espécies desta família, as duas ameaçadas de extinção. As demais já foram extintas.

Morcego na toca?
Os parentes vivos mais próximos do morcego-vulcano são os morcegos mistacinídeos da Nova Zelândia.
Foto Wikimedia Commons / CC BY 4.0

Morcego do passado

No passado, os mistacinídeos eram mais diversos e habitavam diferentes regiões. São conhecidas oito espécies fósseis desse grupo de morcegos, que viviam tanto na Nova Zelândia quanto na Austrália. Uma dessas espécies pré-históricas foi o morcego-vulcano.

Esse morcego andou pelo chão das florestas da Nova Zelândia entre 16 e 19 milhões de anos atrás, no Período Mioceno. Os cientistas escolheram o nome Vulcanops por três motivos: uma referência a Vulcano, o deus romano do fogo e dos vulcões; por conta do Hotel Vulcan, no vilarejo onde os fósseis foram encontrados; e, por último, por causa dos vulcões ativos que ainda existem na Nova Zelândia. Já o nome jennyworthyae é uma homenagem à cientista australiana Jennifer Worthy, que auxiliou na descoberta dos fósseis do Vulcanops e de diversos outros vertebrados extintos da Nova Zelândia.

Grande e faminto

Assim como seus parentes atuais, o morcego-vulcano incluía em sua dieta tanto artrópodes quanto frutos. Mas seus dentes tinham características únicas entre os mistacinídeos, que indicavam que a espécie poderia ainda se alimentar de carne.

Comparando o tamanho dos dentes do Vulcanops com os de outros morcegos, cientistas concluíram que essa espécie era relativamente grande. Pode parecer pouco, mas ele teria sido maior que a maioria dos morcegos atuais e pesaria três vezes mais do que seu parente que ainda vive, o Mystacina tuberculata, que pesa cerca de 13 gramas.

Seu tamanho avantajado, hábitos terrestres e dentes especializados sugerem que o morcego-vulcano conseguia caçar pequenos vertebrados, como sapos e lagartos, no chão da floresta.

Fred Victor de Oliveira,
Programa de Pós-Graduação em Zoologia,
Universidade Federal de Minas Gerais.

Matéria publicada em 01.09.2026

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Comentários (14)

  1. Nossa gostei muito do morcego que legal

  2. Muito legal, não sabia sobre isso.🦇

  3. Oi sou a Sofia estou lendo a revista 380 estou adorando Tchau CHC

  4. Maria Cecília Ferreira da silva

    Olá amigos da CHC! Nós alunos do 6°A,da escola Instituto Educare,gostamos muito das publicações da revista CHC.Achamos as revistas muito interessantes e divertida inclusive eu,aluna do 6°A,gostei muito da matéria “morcego na toca”

  5. Oi sou maria aluna do 3 ano B, da Escola Minervina Sant Anna Carneiro. Gostei muito da revista CHC, o artigo do morcego é muito legal. Aprendi muito sobre os morcegos, os morcegos tem muita coisa que eu não sabia, foi muito divertido aprender sobre morcego.

  6. Henry Gabriel Cerino De Brito

    Eu Sou Aluno 3 ano b da escola estadual EE Minervina Sant Anna Carneiro. Eu gostei muito da revista chc, é.. muito divertido Aprender a revista chc.

  7. Enzo Vinicius Barbosa Husein

    Eu sou um aluno da escola e.e. Minervina Sant”anna carneiro e eu adorei eu super recomendo essa edição e eu acho super acho fofo o morcego.

  8. Anny Beatriz Pereira Araujo.

    Eu sou aluna do 3 ano B da escola estadual E.E.prof Minervina Sant , Anna carneiro e eu gostei muito da revista CHC e muito divertido a revista CHC.
    Beijos
    Anny Beatriz Pereira Araujo
    18 09 2026

  9. CHC eu amei sua revista é muito legal cheia de informações

  10. Maisa Almeida Landim Brazão

    Não sabia que anos atrás tinha morcego vulcão ,que fazia tocas embaixo da terra!?

  11. Nós somos Gabriel e Miguel, estudantes do Colégio Militar do Rio de Janeiro, e queremos comentar sobre a sua matéria. Achamos muito interessante o assunto sobre esse morcego, já que é simplesmente incrível que ainda existam animais tão antigos(16 a 19 milhões de anos!) e diferentes de suas variações de hoje. Além disso, vale ressaltar que só há essa espécie em um único lugar do mundo, Nova Zelândia. Eles são muito grandes e têm dentes avantajados a ponto de poderem comer sapos e lagartos, fatos impossíveis para os morcegos atuais! Gostaríamos de parabenizar o Fred pela excelente matéria que nós realmente apreciamos muito.

  12. Emanuella Beatriz da Silva santana

    Oi eu sou a Emanuella achei muito interessante amei essa experiência de saber dos morcegos

  13. o meu pai ja achou um morcego na rua em um dia de ums 35 graus e meu pai pegou ele pra esperar o sol baixar chegou umas 6 00 horas da tarde e meu pai soltou o morcego demos o nome do morcego de cleitom e ele era um filhote

  14. Olá, CHC, somos alunas do sétimo ano do CMRJ.
    Gostaria de parabenizar este artigo que é muito relevante, pois relata uma descoberta recente sobre o misterioso morcego-vulcano e demonstra como os cientistas podem compreender melhor os animais que viviam há milhões de anos atrás. Além disso, ele contém muitos fatos importantes que aumentam nosso conhecimento sobre o modo de vida, o tamanho, a alimentação e o habitat desta espécie.

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