O universo na tela do computador

Detalhe de três imagens feitas pelo Miniobservatório Astronômico do Inpe: no alto, o planeta Netuno e sua lua, Tritão; no centro, o aglomerado globular de estrelas Messier 22; embaixo, a estrela dupla Acrux/Alfa do Cruzeiro.

Faz uma noite linda. No observatório, o astrônomo direciona o telescópio para a parte do céu que deseja investigar. Usando a câmera que está acoplada ao equipamento, captura imagens de galáxias, planetas, asteróides. Vê as cinco estrelas mais brilhantes de uma constelação e, antes de dar por encerrado o expediente, ainda espia um pedaço da Lua e o seu relevo.

O trabalho desse cientista, que se dedica a estudar os corpos celestes, atrai a sua atenção? Então, saiba que você já pode sentir um pouco do gostinho dessa profissão junto com todos os seus colegas de escola. Como? Utilizando o telescópio do Miniobservatório Astronômico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), localizado no interior de São Paulo, para observar o céu. E o que é melhor: sem precisar ir até lá!

Pois é: até outubro, instituições de ensino – de escolas a universidades – podem usar o telescópio do miniobservatório astronômico, controlando-o à distância, pela internet, assim como a câmera que está acoplada a ele e que fotografa os corpos celestes. Para tanto, é preciso agendar uma sessão, preenchendo um formulário no endereço www.das.inpe.br/miniobservatorio, o que o seu professor de ciências, com certeza, irá fazer com muito prazer, se você der a dica a ele.

“As observações remotas acontecem todas as quintas-feiras, das 19h às 22h”, conta André Milone, da Divisão de Astrofísica do Inpe. Para controlar o telescópio, a princípio, não é necessário nenhum conhecimento específico. Existem duas maneiras de fazer a observação. Na primeira, é preciso apenas acessar uma página na internet e, com o nome de usuário e a senha fornecidos pelo miniobservatório, além das coordenadas do astro (que indicam a sua localização e também podem ser dadas pela instituição), ficar de olho no céu. Existe também a possibilidade de usar programas específicos, sendo que, neste caso, é preciso pagar ao fabricante para utilizá-los.

No momento da inscrição, o miniobservatório astronômico dá algumas sugestões de atividade: o seu professor pode optar por fazer com que a turma observe as cinco estrelas mais brilhantes de alguma constelação, obter imagens em branco e preto de diferentes regiões da Lua crescente, identificando o seu relevo e até as suas dimensões, além de muito mais. “No projeto chamado Um passeio pelo céu, por exemplo, o objetivo é fazer imagens de um planeta, de uma estrela dupla, de dois tipos de aglomerados de estrelas, enfim, de objetos diferentes, na medida do possível”, conta André Milone. Mas essas são apenas sugestões: se o seu professor tiver outra idéia de observação, também pode propô-la.

Porém, seja qual for a atividade escolhida, é bom se apressar. “A procura tem sido grande e estamos com a agenda quase completa”, conta André Milone. Então, fale já com o seu professor e reserve logo um lugar para a sua turma do colégio nessa viagem pelo espaço.

Matéria publicada em 01.09.2005

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Mara Figueira

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