Brilha, brilha… peixinho

O fundo do mar abriga espécies de muitas cores – algumas delas, com um brilho especial. Pesquisadores dos Estados Unidos e de Israel descobriram 180 espécies de peixes que emitem brilho fluorescente nas cores vermelha, verde e laranja. Até então, pouco se sabia sobre a presença dessa capacidade em peixes.

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A descoberta foi feita por acaso no mar da ilha Pequena Caimã, no Caribe. Enquanto fotografavam um coral já conhecido por sua capacidade de brilhar, a equipe registrou a presença de uma enguia verde fluorescente.

Curiosos, os cientistas resolveram fazer outras expedições em Exuma, nas Bahamas, e nas Ilhas Salomão. “Ao todo, descobrimos 180 novas espécies de peixes fluorescentes que acabamos de descrever e mais 20 que ainda estão sendo estudadas”, comenta David Gruber, biólogo da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Para brilhar, os peixes absorvem a luz azul, predominante no fundo do mar, e reemitem em forma de outras cores. Além de peixes e corais, a capacidade de emitir cores fluorescentes já foi registrada em borboletas, papagaios e até flores.

David também contou que os peixes têm um filtro amarelo dentro do olho, que os permite ver as cores fluorescentes dos outros animais. Nós, humanos, no entanto, não somos capazes de vê-las a olho nu. “Só foi possível registrar as espécies descobertas porque usamos uma câmera especial que imita o funcionamento dos olhos dos peixes”, explica. E veja que visual incrível:

Os pesquisadores ainda não sabem dizer ao certo qual é a utilidade das cores fluorescentes, mas acreditam que os peixes podem usá-las para se camuflar e até se comunicar com companheiros da mesma espécie. “Identificamos que espécies muito parecidas quando vistas a olho nu emitem padrões de cores fluorescentes diferentes quando registradas por nossa câmera especial, e isso provavelmente serve para que membros de uma mesma espécie se reconheçam”, completa o biólogo. Uma estratégia (literalmente) brilhante!

Matéria publicada em 20.02.2014

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Mariana Rocha

Cresci gostando de fazer descobertas para escrever sobre elas. Na CHC consigo ser curiosa e escritora, tudo ao mesmo tempo!

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