Borboletas do espaço

Borboletas estão entre os insetos mais lindos que existem! É muito bonito vê-las voando por aí. Deve ser por isso que os astrônomos se inspiraram nesses animais ao escolherem o nome de “borboletas cósmicas” para um grupo especial de nebulosas – elas são responsáveis por várias imagens belíssimas do espaço.

Apelidadas de “borboletas cósmicas”, nebulosas como a da imagem se formam na região central da Via Láctea (Foto: Albert Zijstra/NASA/ESA/Universidade de Manchester)

Apelidadas de “borboletas cósmicas”, nebulosas como a da imagem se formam na região central da Via Láctea (Foto: Albert Zijstra/NASA/ESA/Universidade de Manchester)

Nebulosas são nuvens de gás e poeira que surgem no espaço quando estrelas de pequeno e médio porte – como o nosso Sol – acabam. “Quando uma estrela atinge a velhice, explode. Os restos dessa explosão formam diferentes padrões e formas, que chamamos de nebulosas”, explica a astrofísica Nicola Guttridge, da Universidade de Manchester, Inglaterra.

As nebulosas podem ter formas diferentes. Até agora, os cientistas acreditavam que os fragmentos da estrela iam se espalhando pelo espaço de acordo com o eixo de rotação do corpo celeste, formando uma espécie de espiral.

Isso é verdade para a maior parte das nebulosas, mas não para as “borboletas cósmicas”. Em vez de se espalharem para tudo quanto é canto, elas tendem a se alinhar com o plano da nossa galáxia, a Via Láctea, formando as “asas” que vemos nas imagens.

“Este fenômeno só acontece na região central da Via Láctea, onde acreditamos haver um poderoso campo magnético que alinha a rotação das estrelas nascidas ali”, explica Albert Zijlstra, também astrônomo da Universidade de Manchester.

O resultado é um espetáculo! Quer observar? Bem, como o centro da galáxia está muito longe – 300.000.000.000.000.000.000 quilômetros de distância – fica mais fácil ver as nebulosas borboleteando pela nossa galeria:

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Matéria publicada em 01.10.2013

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Camille-Dornelles

Quando criança, gostava de fazer experimentos dentro de casa e explorar o mundo. Hoje, na CHC, me sinto brincando de cientista e trabalhando como jornalista ao mesmo tempo.

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