Caça ao tesouro

(Ilustração: Jaca)

O seu lar doce lar pode ser o local onde está guardado um tesouro. Por isso, desafiamos você a tentar achá-lo. Mas, atenção: a sua busca não será por um baú repleto de ouro enterrado no quintal. Na verdade, será por moedas que estão esquecidas nos cantos da casa. Se à primeira vista pode parecer que nem vale a pena procurá-las, saiba que, ao encontrá-las e analisá-las, você verá que esse dinheirinho tem seu valor!

Passo-a-passo

1. Reúna a família: pai, mãe, irmãos… Todo mundo precisa participar

2. Distribua as tarefas: a sugestão é que cada um vasculhe seu armário e seus pertences pessoais (bolsas, porta-trecos, porta-jóias) em busca de moedas.

3. A seguir, cada um deve ficar responsável por um cômodo da casa: sala, quartos, cozinha… É bom remexer tudo: verifique enfeites, pequenos vãos, gavetas de criados-mudos, qualquer lugar onde uma moeda possa ficar.

4. Vá juntando as moedas encontradas e, ao fim da brincadeira, faça um relatório:

• Quantas moedas, no total, foram encontradas?

• Quantas eram de um centavo, quantas de cinco centavos, e assim por diante?

• Foi encontrada alguma moeda que não está mais em circulação? Você consegue identificá-la? Qual o seu valor?

Hora de discutir os resultados

Em julho de 2007, fez 13 anos que o Brasil adotou o Real, que significou uma grande mudança para o país. Isso porque, até 1994, quando esse dinheiro começou a circular, o Brasil viveu pouco mais de 50 anos trocando constantemente o nome da moeda em circulação e desvalorizando-a. Cruzeiro, Cruzeiro Novo, Cruzado, Cruzado novo, Cruzeiro Real… Eis aí alguns nomes que o dinheiro brasileiro já teve.

Quem viveu essa época – pergunte só aos seus pais ou avós! – praticamente não usava moedas, pois elas não tinham muito valor. Era o tempo da inflação alta e os preços estavam constantemente subindo – enquanto o poder de compra do nosso dinheirinho, diminuindo. Com o Real, isso mudou. Juntando umas moedas, já dava para comprar um pãozinho na padaria, pegar o ônibus…

Mas não é que hoje muita gente ainda não dá a devida importância aos trocadinhos? Daí porque muitas moedas ficam jogadas pelos cantos, esquecidas. O problema é que elas têm valor – e como! Ao fazer uma moeda de um Real, por exemplo, gastam-se 26 centavos. E quando não há moedas suficientes em circulação, é preciso produzir mais, gastando-se dinheiro. Sem falar que a escassez de moedas dificulta o troco, gerando problemas para o comércio. Até mesmo moedas que já estão fora de circulação merecem sua atenção, caso você as tenha encontrado. Isso porque elas resgatam um pouquinho do passado da economia do Brasil, que contamos há pouco. Olha só que tesouro!

Matéria publicada em 21.11.2007

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Redação

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