Pequenina e poderosa

À primeira vista, as formigas parecem animais frágeis e inofensivos. Não se engane: você já, já vai conhecer uma formiga boa de briga – a formiga supersoldado. Ela faz parte do gênero Pheidole, cujas espécies são popularmente conhecidas como formigas cabeçudas.

Assim como vários outros insetos, as formigas cabeçudas vivem em sociedade e distribuem suas tarefas. Para isso, elas se dividem em grupos, chamados de castas. A primeira casta é formada pelas formigas rainhas e machos, que se reproduzem e geram novos indivíduos para a colônia. Em seguida, temos as formigas operárias, que fazem a limpeza, tomam conta dos ovos e trazem alimento. Por último, existem as formigas soldado, que defendem o ninho ataque de insetos inimigos.

Já a casta das formigas supersoldado também tem a função de proteger o formigueiro, mas de uma maneira muito curiosa. “Como elas são muito maiores que suas companheiras, as formigas supersoldado usam suas grandes cabeças para bloquear a entrada do ninho, fazendo com que nenhum outro inseto consiga entrar”, explica o biólogo Ehab Abouheif, da Universidade McGill, no Canadá.

Uma formiga supersoldado ao lado de uma formiga operária

Uma formiga supersoldado parece enorme quando colocada ao lado de uma formiga operária (Foto: Alex Wild)

As supersoldado também são boas de luta e combatem exércitos de formigas legionárias, que tentam destruir os formigueiros para roubar alimento e os ovos do ninho.

Mas o que faz com que uma formiga vire uma supersoldado? Isso acontece logo depois que elas saem dos ovos, graças à alimentação e a uma substância chamada “hormônio juvenil”. As larvas que recebem mais comida e, por algum motivo que pode estar em seu código genético, produzem maiores quantidades desse hormônio se tornam supersoldados.

Os cientistas ainda tentam descobrir o porquê, mas as formigas supersoldado existem apenas no sudeste dos Estados Unidos e no México.

Matéria publicada em 10.01.2012

COMENTÁRIOS

  • Heloiza

    Interesante

    Publicado em 9 de junho de 2020 Responder

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Paula-Padilha

Gosto de ciências desde criança e até fui cientista durante um tempo, mas troquei as pipetas e os tubos de ensaio por lápis e papel.

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