Minha espécie, uma bandeira

Alguns animais são modelos para a preservação. Eles estampam cartazes, páginas de revistas e outros materiais que divulgam campanhas em favor da natureza, exercendo um papel de destaque nas lutas ambientais. Esses bichos ou plantas são conhecidos como espécies-bandeira.

O mico-leão-dourado é uma espécie da mata atlântica. Apesar de viver apenas no estado do Rio de Janeiro, ele virou símbolo da luta pela preservação de todo o bioma. (foto: su neko / Flickr / <a href=http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.pt>CC BY-SA 2.0</a>)

O mico-leão-dourado é uma espécie da mata atlântica. Apesar de viver apenas no estado do Rio de Janeiro, ele virou símbolo da luta pela preservação de todo o bioma. (foto: su neko / Flickr / CC BY-SA 2.0)

Elas podem atuar para a conservação de sua própria espécie ou, ainda, de um determinado bioma, de certa região ou de um grupo de espécies. Por exemplo, no logotipo do famoso Projeto Tamar, uma tartaruga marinha empresta sua imagem para ajudar a conservar as cinco espécies do grupo que vivem em nosso litoral. Já o mico-leão-dourado virou marca registrada da campanha pela conservação da mata atlântica, o bioma a que pertence – atuando, portanto, pela preservação de várias outras espécies menos conhecidas.

O panda-gigante virou embaixador da WWF, uma importante organização ambientalista internacional, que atua também em países onde esta espécie não está presente, como o Brasil. (foto: J. Patrick Fischer / Wikimedia Commons / <a href=http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt>CC BY-SA 3.0</a>)

O panda-gigante virou embaixador da WWF, uma importante organização ambientalista internacional, que atua também em países onde esta espécie não está presente, como o Brasil. (foto: J. Patrick Fischer /Wikimedia Commons/ CC BY-SA 3.0)

“As pessoas que trabalham com a conservação ambiental enfrentam uma verdadeira batalha para salvar diferentes animais, plantas e até ecossistemas inteiros da destruição”, conta o biólogo Douglas Pimentel, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense. “Elas estão sempre precisando de ajuda para dar conta do recado. Assim, encontraram um jeito de pedir socorro, dando voz às próprias espécies de animais e plantas que lutam para proteger”.

A partir dessas campanhas, espera-se que a população fique mais consciente sobre a importância de se preservar a natureza, assumindo uma postura ativa na busca pela conservação, seja mudando seus próprios hábitos – por exemplo, parando de jogar lixo nas praias e matas – ou cobrando dos governantes uma postura mais rígida em relação aos crimes ambientais.

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Com uma coisa você vai concordar: fica mais fácil ganhar a simpatia do público com um mascote fofo em cada campanha! A produção e venda de camisetas, bichos de pelúcia e outros produtos ajuda a arrecadar dinheiro para as campanhas de conservação. Essa estratégia tem sido adotada por muitas iniciativas e, ao que parece, tem funcionado. Por outro lado, é importante lembrar que não devemos nos preocupar apenas com os animais mais belos ou carismáticos. Afinal, bichos feios também exercem papéis importantes na natureza e sofrem com as mesmas ameaças!

Matéria publicada em 08.05.2015

COMENTÁRIOS

  • Anna Elise

    Em um evento que fui chamado Museu Nacional Vive, na Quinta da Boa Vista , o biólogo me explicou que nem todos os animais feios tem veneno, isso achei muito interessante!

    Publicado em 29 de setembro de 2018 Responder

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Catarina Chagas

Desde criança gosto de ler, inventar histórias e descobrir novidades. Cresci e encontrei um trabalho em que posso fazer tudo isso.

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