Lembranças de antigos brasileiros

O litoral brasileiro, durante a pré-história, foi ocupado por diversos grupos humanos em épocas diferentes. Os primeiros foram os sambaquieiros, que tinham um jeito muito peculiar de demarcar o território que lhes pertencia. Eles construíam grandes amontoados de conchas – alguns com mais de 30 metros de altura! –, geralmente com forma arredondada, e ali estabeleciam moradias ou mesmo cemitérios.

Isso aconteceu há aproximadamente 6.500 anos! Quanto tempo, não é mesmo? Mas não é que os sambaquis – como são chamados esses amontoados de conchas – ainda podem ser encontrados hoje em dia? No litoral de Santa Catarina, há vários sambaquis próximos ao mar e às lagoas, protegidos por dunas e vegetação nativa. Alguns deles acabaram ficando embaixo de casas que foram sendo erguidas ao longo do tempo! Foi o que ocorreu, por exemplo, na cidade catarinense de Laguna. Lá o morador de uma vila chegou a achar pedaços de ossos no próprio quintal!

Escavação de um esqueleto feita no Morro do Peralta, na cidade catarinense de Laguna, em 2007 (foto: Grupep).

Parece incrível essa história? Então, saiba que você pode saber mais sobre ela no livro-cartilha Arqueologia e Preservação – Sambaqui Morro do Peralta. Escrito pelas professoras e arqueólogas Daniela da Costa Claudino e Deisi Scunderlick de Farias, da Universidade do Sul de Santa Catarina, ele conta o que aconteceu em Laguna, traz explicações sobre arqueologia, povos pré-históricos e sambaquis, além de atividades como a que ensina a fazer uma vasilha igualzinha às utilizadas pelos tupi-guarani, outro povo que, como os sambaquieiros, também habitou o litoral brasileiro no passado.

Apesar de contar uma história que aconteceu no Sul do Brasil, o livro-cartilha pode ser útil para pessoas de outras áreas. “O material encontrado em Santa Catarina ajuda a entender como eram os povos que viviam ali da pesca e da coleta e que ocupavam também outras regiões do nosso país, como o sudeste e o nordeste. Eles migravam de um lugar para o outro, mas mantinham suas características culturais”, explica Deisi Scunderlick.

O livro-cartilha está sendo distribuído gratuitamente para escolas e também está disponível na internet. Pedidos podem ser feitos pelo correio ou pela rede mundial de computadores e não há limite de exemplares para doação. Então, o que você está esperando? Fale já com o seu professor!

Pedidos
Livro-cartilha Arqueologia e Preservação – Sambaqui Morro do Peralta
Grupep – Arqueologia Unisul
Avenida José Acácio Moreira, 787, Bairro Dehon, Tubarão/SC.
CEP: 88.704-900.

Matéria publicada em 20.10.2009

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Camilla-Muniz

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