Descobertas na Mata Atlântica

O Brasil já tem a maior diversidade de anfíbios do mundo, e o grupo acaba de ganhar novos integrantes. Duas espécies de rãs foram descobertas no país – uma no Rio de Janeiro, outra no Paraná.

Rã do Rio de Janeiro

A espécie descoberta no Rio de Janeiro pode ter a capacidade de mudar de cor para se camuflar no ambiente (Foto: Hélio Ricardo da Silva/UFRRJ)

A primeira delas foi encontrada no Parque Cunhambebe, que fica na região metropolitana do Rio de Janeiro, enquanto tomava um delicioso banho de cachoeira. Ela mede só três centímetros de comprimento, o que é mais ou menos o tamanho do seu dedão do pé.

Segundo o biólogo Hélio Ricardo da Silva, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, a espécie é natural da Mata Atlântica, não é venenosa e foi encontrada por acaso. “Descobrimos a nova espécie por acidente enquanto realizávamos um inventário de anfíbios na região”, conta.

O animal recebeu o nome de Cycloramphus lithomimeticus, por sua aparência curiosa: a superfície de seu corpo lembra as pedras das cachoeiras onde vive. A danada ainda pode variar levemente suas cores, garantindo a camuflagem no seu ambiente. Incrível, não?

Rã do Paraná

Pequenina, a nova rã paranaense se destaca por possuir só três dedos nas patas anteriores (Foto: Reuteurs)

E incrível também é a espécie recém-descoberta no Paraná, que recebeu o nome de Brachycephalus tridactylus. Ela mede 1,5 centímetro, tem cor alaranjada e possui apenas três dedos nas patas anteriores – geralmente as rãs possuem quatro dedos. Seu habitat favorito são as regiões de florestas de grandes altitudes, ou seja, pelo menos 700 metros acima do nível do mar.

“A rã foi encontrada na reserva natural Salto Morato, que ainda não havia sido explorada por pesquisadores”, lembra o biólogo Michel Varajão Gabey, da Universidade Federal do Paraná. “Embora minha pesquisa na época fosse relativa às áreas mais baixas da reserva, sempre tive vontade de subir a serra – além de pesquisador, sou montanhista e tinha curiosidade de saber se encontraria novas espécies lá no alto. Fiz a descoberta no dia do meu aniversário”.

O pessoal da CHC dá as boas-vindas às novas rãs e lembra aos leitores: para que essas e outras espécies continuem enfeitando nossa fauna, é importante preservar o ambiente onde vivem!

Matéria publicada em 05.09.2012

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Camille-Dornelles

Quando criança, gostava de fazer experimentos dentro de casa e explorar o mundo. Hoje, na CHC, me sinto brincando de cientista e trabalhando como jornalista ao mesmo tempo.

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