É tempo de eleição

Neste mês, a coluna Máquina do tempo viajou para uma época muito interessante: a nossa! E foi cair justamente em nosso país, às vésperas das eleições. O quê? Você acha que esse evento não tem nada a ver com a sua vida só porque ainda não tem idade para votar? Pois saiba que a escolha de nossos representantes é muito importante tanto para as crianças quanto para os adultos do Brasil.


Votar é escolher as pessoas que vão representar nossos interesses, fazer as leis do país e governá-lo. Parece distante do nosso cotidiano, mas não é. Afinal, todos os dias fazemos escolhas. Por exemplo: você chega à escola e fica pensando se o melhor é sentar na primeira fila, para prestar mais atenção à aula, ou ficar lá atrás com os amigos. A escolha é sua. E é melhor pensar bem antes de responder, pois nem sempre a melhor alternativa é a que parece!

O voto também é uma escolha. Só que é como se estivéssemos dando a alguém o poder de decidir o que podemos ou não fazer. Imagine a seguinte situação: você chega à pracinha onde sempre brinca com seus amigos e encontra um grupo de crianças novas no bairro. Vocês querem jogar futebol, mas os outros ocuparam a quadra antes e querem jogar queimado. Não há espaço para dois jogos ao mesmo tempo e começa a discussão: você e seu grupo acham que têm direito de jogar futebol porque desde pequenos jogam lá todos os dias. E as outras crianças acham que têm direito de jogar queimado porque, naquele dia, chegaram antes. Quem tem razão?

Acertou quem respondeu que os dois grupos têm razão. Mas isso não resolve o problema! Ainda temos um grupo que quer jogar futebol, outro que quer jogar queimado. Vamos partir do princípio de que não vale resolver no tapa. A solução, então, é conversar. Só que não dá para todo mundo falar ao mesmo tempo. É aí que alguém tem uma ideia: cada grupo deve escolher um representante, os dois irão conversar e o que eles decidirem será respeitado por todos.

Proposta aceita, os que queriam representar o grupo se candidataram e cada um escolheu a pessoa que considerava mais apta para ir conversar com a outra. Depois de muito papo, elas chegaram a várias decisões. A primeira delas é a mais importante: todas as crianças têm direito de brincar na pracinha. A segunda é que foi estabelecido um horário para jogar futebol, outro para jogar queimado. E também combinaram que, quando houvesse necessidade de resolver novos problemas, fariam outras reuniões. Afinal, já pensou se aparecesse alguém querendo jogar vôlei?

O que as crianças desta pracinha fizeram é o que fazem os eleitores. Como seria impossível entrarmos todos em uma sala para resolver os nossos problemas, escolhemos os candidatos que consideramos os melhores para fazer isso. Quando eleitos, eles se reúnem, discutem, decidem e escrevem as leis de cada lugar. E depois têm que cuidar para que as regras sejam mesmo seguidas.

Mas as pessoas que são eleitas nunca podem esquecer o mais importante: não importa as ideias que cada um tenha e os interesses que defenda. Todo mundo é igual e tem os mesmos direitos. Como na pracinha.

Conecte-se!
Os exemplos dados aqui foram baseados em uma série de vídeos do projeto Eleitor do futuro, elaborado por Márcia Stein, Luiz Ricon e Marcus Tavares para o Tribunal Superior Eleitoral. Para acessar parte desse material, clique aqui. Aproveite para conhecer também a Revista do eleitor, que traz informações sobre as eleições brasileiras e até ensina a fazer uma urna eleitoral em casa!

Matéria publicada em 27.09.2010

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Keila Grinberg

Quando criança, gostava de visitar a Biblioteca Nacional, colecionar jornais antigos e ouvir histórias da época de seus avós. Não deu outra: hoje é historiadora e escreve para a coluna Máquina do tempo.

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