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Ciência Hoje das Crianças


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Oito braços que pensam?

Conheça os polvos, animais incríveis!

Fundo do mar - 07-08-2017 Bichos Imprimir Pdf

O que é, o que é: tem oito braços, uma cabeça arredondada, é muito inteligente e vive no fundo do mar? Se você respondeu polvo, acertou! Mas vamos falar a verdade: essa foi fácil, não foi? Devido ao formato de corpo que só eles têm, os polvos são inconfundíveis! Por isso, são comuns em muitos filmes, desenhos animados e lendas das mais antigas. Mas será que tudo que é mostrado sobre esses animais é verdade?

Os oito braços longos e a cabeça grande e arredondada fazem do polvo um animal inconfundível. (foto: João Paulo Krajewski)

Os oito braços longos e a cabeça grande e arredondada fazem do polvo um animal inconfundível. (foto: João Paulo Krajewski)

Com oito braços distribuídos ao redor de sua cabeça e sem esqueleto duro, os polvos são muito flexíveis. Por isso, conseguem entrar em pequenas reentrâncias e frestas no fundo do mar, seja para procurar um alimento, escapar de um predador ou descansar. Os braços dos polvos são ainda cobertos de ventosas adesivas, utilizadas tanto para locomoção como para segurar objetos e até outros animais.

Além de flexíveis, os polvos podem mudar a cor e a textura de seu corpo. Assim, são capazes de se camuflar no ambiente, ficando praticamente invisíveis, e até de imitar animais perigosos para enganar e assustar seus predadores. Em último caso, quando ameaçados, os polvos jogam uma tinta escura nos predadores, deixando-os desorientados, e fogem em segurança.

Por mais incrível que pareça, os dois polvos acima são da mesma espécie: a brasileiríssima (i)Octopus insularis(/i). Bastante flexíveis e versáteis, os polvos podem mudar de cor, formato e textura de acordo com a situação. (fotos: João Paulo Krajewski)

Por mais incrível que pareça, os dois polvos acima são da mesma espécie: a brasileiríssima (i)Octopus insularis(/i). Bastante flexíveis e versáteis, os polvos podem mudar de cor, formato e textura de acordo com a situação. (fotos: João Paulo Krajewski)

Em contrapartida ao corpo mole, os polvos têm um bico duro e afiado em sua boca, que utilizam para quebrar conchas e carapaças de suas presas, como caramujos e caranguejos. Porém, diferentemente do que muita gente pensa, os polvos não são agressivos, a não ser quando ameaçados ou quando estão caçando. Por outro lado, os polvos fazem jus a outra fama que têm: a de sua grande inteligência. São capazes de abrir garrafas, achar a saída de labirintos e fugir de aquários. E o mais incrível: conseguem aprender tudo isso apenas observado outros polvos.

O polvo de anéis azuis ((i)Hapalochlaena(/i) spp.) é um dos mais lindos, mas também um dos mais perigoso. Ele possui um veneno muito potente, capaz de paralisar e até matar suas presas e seus agressores. (foto: João Paulo Krajewski)

O polvo de anéis azuis ((i)Hapalochlaena(/i) spp.) é um dos mais lindos, mas também um dos mais perigoso. Ele possui um veneno muito potente, capaz de paralisar e até matar suas presas e seus agressores. (foto: João Paulo Krajewski)

Agora, o melhor ficou para o final! O que muita gente não sabe é que a maior parte do cérebro dos polvos não está na sua cabeça, mas distribuída entre seus oito braços. Ou seja: polvos possuem braços que pensam! Por causa de sua inteligência, os polvos são utilizados em estudos científicos que procuram entender como animais tão diferentes de nós, seres humanos, e com cérebros mais simples, conseguem fazer atividades e ter comportamentos tão complexos.

Por causa de sua inteligência e flexibilidade, os polvos muitas vezes são seguidos por alguns animais, principalmente na hora de caçar. (foto: João Paulo Krajewski)

Por causa de sua inteligência e flexibilidade, os polvos muitas vezes são seguidos por alguns animais, principalmente na hora de caçar. (foto: João Paulo Krajewski)

Esquisito? Pode até ser, mas, com seu formato de corpo e os seus oito braços pensantes, os polvos nos fazem refletir sobre como a vida na Terra pode produzir características tão semelhantes, mas com formas e origens tão diferentes.

Roberta Bonaldo e Amanda Ercília de Carvalho, Universidade Estadual de Campinas e Universidade Federal da Bahia

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