Um trilhão de fotos por segundo

Você já deve ter ouvido por aí que nada no universo é capaz de superar a velocidade da luz. As partículas de luz, ou fótons, andam a 300 milhões de metros por segundo e é impossível observá-las a olho nu. Recentemente, cientistas desenvolveram uma câmera que consegue capturar a imagem desses fótons, graças à sua capacidade de fotografar um trilhão de imagens por segundo.

Supercâmera fotografando um tomate

A supercâmera, pronta para fotografar um tomate (Foto: Everett Lawson)

Como se pode imaginar, essa câmera é muito diferente das câmeras que usamos normalmente. “Para construí-la, adaptamos um outro equipamento muito usado nos laboratórios de química, chamado de câmera de alta resolução”, conta o físico Andreas Velten, do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, nos Estados Unidos, onde foi feita a pesquisa. “Ela captura partículas que se movimentam em altíssima velocidade e que são imperceptíveis aos nossos olhos”.

Para fazer o experimento, os cientistas encheram uma garrafa com água e apontaram um laser em sua direção. Este laser pisca em uma frequência tão alta que não conseguimos enxergar o pisca-pisca – vemos o feixe de luz como se fosse uma linha reta. O próximo passo foi sincronizar o piscar do laser com a câmera – ou seja, programar o aparelho para fotografar toda vez que o laser emitir um pulso.

Pronto, todos a postos. Ao final de um segundo, a supercâmera já tinha feito um trilhão de imagens, cada uma correspondendo a um pulso de luz.

Para poder recriar o movimento da luz, os pesquisadores fotografaram a mesma cena mudando um pouco a direção para a qual a câmera está apontando. Ao final, eles juntaram todas essas imagens e criaram um filme no qual podemos ver a luz atravessando a garrafa em câmera lenta.

Veja:

(Vídeo: Andreas Velten, Di Wu, Ramesh Raskar)

E aí, ficou ansioso para saber quando você poderá ter uma câmera dessas em casa? “É difícil dizer”, afirma Andreas. “É provável que ela seja usada primeiro em laboratórios, ajudando em diversas pesquisas”.

Matéria publicada em 16.02.2012

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Paula-Padilha

Gosto de ciências desde criança e até fui cientista durante um tempo, mas troquei as pipetas e os tubos de ensaio por lápis e papel.

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