Quer dançar comigo?

Abram espaço na pista de dança: cientistas acabam de comprovar que dançar não é algo que apenas os seres humanos fazem. Há aves que também são capazes de bailar. Duvida? Então, clique na tela abaixo e assista ao show que Snowball (Bola de neve, em português) deu em frente às câmeras.

Macho, com 12 anos de idade, Snowball é uma cacatua: um tipo de ave encontrada na Austrália, Nova Guiné, Tasmânia e Indonésia. Ele foi estudado por dois grupos de cientistas, que, mesmo usando métodos distintos e fazendo análises diferentes, chegaram à mesma conclusão: essa ave é capaz de fazer movimentos sincronizados – por exemplo, bater a cabeça ou os pés – ao ritmo de batidas musicais. E não só ela: uma das equipes que divulgaram seus resultados nesta semana na versão virtual da revista Current Biology testou também o papagaio-cinzento Alex e comprovou que ele, como Snowball, fazia espontaneamente movimentos sincronizados ao som de música. Isso significa que, sem ganhar recompensas, ter passado por um treinamento específico ou mesmo contar com a presença de alguém dançando por trás das câmeras para imitar, a ave ensaiou os seus passinhos.

Se você clicar na tela abaixo, pode assistir a Alex em ação. E se achar que o seu desempenho não é tão espetacular quanto o de Snowball… Veja o que disse à CHC on-line o biólogo Aniruddh Patel, do Instituto de Neurociências, uma instituição americana localizada na cidade de San Diego, líder do grupo que focou seu estudo na simpática ave de 12 anos. “Eu ouvi informalmente de alguns colegas que as cacatuas são melhores dançarinas do que os papagaios-cinzentos. Os papagaios-cinzentos, porém, imitam melhor a fala humana do que as cacatuas.”

A origem da dança

Mas será que o fato de os cientistas terem descoberto que Snowball e Alex realmente dançam significa que pode haver muitos outros animais dançarinos por aí?

Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que apenas animais que têm a capacidade de aprender a reproduzir sons que ouvem no ambiente em que vivem seriam capazes de sincronizar o movimento de seu corpo com batidas musicais. Fazem parte dessa lista os humanos, três tipos de aves – os pássaros canoros, os beija-flores e os papagaios –, além de cetáceos como as baleias e os golfinhos e pinípedes como as focas e os leões-marinhos. Isso ocorreria porque a capacidade de notar as batidas musicais e sincronizar os movimentos do corpo teria como base a parte do cérebro voltada para o aprendizado vocal, já que exige ligações  entre os sistemas motor – responsável pelos movimentos – e o auditivo – voltado para a  audição.

A equipe liderada por Adena Schachner, da Universidade de Harvard, que testou tanto o papagaio-cinzento Alex quanto a cacatua Snowball, obteve dados que sustentam essa hipótese. Ela estudou não só essas aves, mas também realizou uma extensa pesquisa no You Tube – a mais popular página na internet para compartilhamento de vídeos digitais – em busca de evidências de outros animais que conseguissem dançar.

A capacidade de Snowball sincronizar os seus movimentos ao som de música foi considerada incrivelmente parecida com a humana, principalmente com a de crianças (foto: Reprodução).

O resultado? Descobriu-se que todas as espécies que pareciam se mover de forma sincrônica às batidas musicais nos vídeos postados na internet correspondiam a animais capazes de aprender a reproduzir os sons que ouvem em seu ambiente por imitação. A maioria, por exemplo, eram papagaios.

Conseguir imitar sons, porém, não é a única característica que um animal precisa ter para conseguir sincronizar seus movimentos ao ritmo de uma música. “Uma questão principal é: que outras capacidades são necessárias?”, disse à CHC on-line Adena Schachner. “Será que todas as aves têm um tipo de capacidade latente para manter um ritmo, mas precisam de experiências ou motivações específicas para começar a responder à música?” Perguntas como essas não faltam e exigem mais estudos para serem esclarecidas. A pesquisadora comenta, por exemplo, que é preciso saber por que alguns indivíduos, entre as aves, dançam, enquanto outros, não. Portanto, se você já estava planejando comprar uma cacatua só para vê-la dançar em casa, saiba que ter um animal desse tipo não é garantia de um show de dança em domicílio.

A origem da dança

Mas será que o fato de os cientistas terem descoberto que Snowball e Alex realmente dançam significa que pode haver muitos outros animais dançarinos por aí?

Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que apenas animais que têm a capacidade de aprender a reproduzir sons que ouvem no ambiente em que vivem seriam capazes de sincronizar o movimento de seu corpo com batidas musicais. Fazem parte dessa lista os humanos, três tipos de aves – os pássaros canoros, os beija-flores e os papagaios –, além de cetáceos como as baleias e os golfinhos e pinípedes como as focas e os leões-marinhos. Isso ocorreria porque a capacidade de notar as batidas musicais e sincronizar os movimentos do corpo teria como base a parte do cérebro voltada para o aprendizado vocal, já que exige ligações  entre os sistemas motor – responsável pelos movimentos – e o auditivo – voltado para a  audição.

A equipe liderada por Adena Schachner, da Universidade de Harvard, que testou tanto o papagaio-cinzento Alex quanto a cacatua Snowball, obteve dados que sustentam essa hipótese. Ela estudou não só essas aves, mas também realizou uma extensa pesquisa no You Tube – a mais popular página na internet para compartilhamento de vídeos digitais – em busca de evidências de outros animais que conseguissem dançar.

Matéria publicada em 30.04.2009

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Mara Figueira

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