Quem será que vai ganhar?

A Halley V, atual estação britânica na Antártica, precisa ser substituída porque a camada de gelo onde se localiza pode quebrar em 10 anos.

Você soube pela CHC , há alguns meses, que um concurso internacional estava a pleno vapor: tratava-se de uma competição que iria escolher, entre projetos enviados por profissionais de variados países, como seria a nova estação de pesquisa britânica na Antártica, a Halley VI. Ela substituiria a Halley V, a atual estação, que precisa ser aposentada porque está localizada sobre uma camada de gelo que pode quebrar na próxima década.

Pois bem! A novidade é que o concurso ‐ que recebeu 86 trabalhos ‐ já tem três projetos finalistas. Em setembro de 2005, um deles será declarado o vencedor da competição. Por isso, convidamos você a conhecer agora todos os três. Quem sabe aquele que você mais gostar não se torna o ganhador?!

Assim ficaria a Halley VI, segundo um dos projetos apresentados no concurso. De acordo com ele, a estação seria capaz de caminhar!

Para começar, dá só uma espiada na ilustração acima. Esse é um dos projetos apresentados para a Halley VI. Olhando assim, ele pode parecer simples. Mas a nova  estação de pesquisa britânica na Antártica seria capaz de algo extraordinário: se fosse feita dessa forma, ela conseguiria andar graças a um sistema de movimento que foi desenvolvido!

Ter essa habilidade seria útil para a Halley VI porque ela será construída sobre uma camada de gelo de 150 metros de espessura que se move em direção ao mar a uma taxa aproximada de 400 metros por ano. Ali, ela origina, em intervalos regulares, vastos icebergs. Portanto, para sobreviver nesta camada de gelo, é preciso que a Halley VI possa ser transferida de lugar por vários quilômetros, quando necessário. Neste projeto, isso seria possível, sendo que a estação mudaria de lugar com suas próprias pernas em vez de ser rebocada. Uma solução inovadora que agradou aos jurados do concurso!

Na concepção de outra equipe que participa do concurso, a Halley VI seria formada por vários módulos parecidos com este.

Parte de outro projeto que também caiu nas graças do júri a gente vê no desenho que aparece acima. A ilustração mostra o módulo central, o coração da Halley VI, na concepção de outra equipe que está participando do concurso. Os arquitetos e engenheiros imaginaram a estação de pesquisa britânica sendo formada por diversos módulos, com estrutura similar a este ‐ só que menores ‐, que poderiam ser agrupados de maneiras variadas, como você pode ver também a seguir.

Veja de que forma os módulos da Halley VI poderiam ser arrumados.

No módulo central, os pesquisadores da Halley VI poderiam escolher um bom livro na biblioteca e lê-lo no silêncio da sala de leitura (1) ou, então, assistir a vídeos ou DVDs na sala de TV (2). Se alguém preferisse observar o céu noturno ou a aurora durante o inverno, também não teria problemas (e nem precisaria enfrentar o frio de 30ºC negativos que faz nessa época do ano fora da estação): bastaria seguir para a área da Halley VI ali ao lado que tem teto envidraçado (3) e que, mesmo no verão, teria utilidade, ao permitir a entrada da luz do dia no interior da estação. Esse mesmo tipo de teto também é encontrado no escritório comunitário, com espaço para dez pessoas, que funciona ainda como sala de internet (4).

Um dos três projetos selecionados pelo concurso dá à Halley VI um ar de estação espacial.

Descendo pela escada em caracol (5), a equipe da Halley VI encontraria a ligação entre os diversos módulos (6), uma área de jogos (7), um bar (9) e o mais legal: uma estufa hidropônica (8), isto é, que utiliza, no cultivo de vegetais, sais minerais no lugar de terra. Com 11 metros quadrados de área, ela seria capaz de fornecer mais de três saladas por semana para uma equipe de inverno composta por 16 pessoas!  Se você gostou de ver como a estação de pesquisa britânica ficaria dividida por dentro, que tal conhecer outro projeto? Nele, a Halley VI ganharia um ar de estação espacial, com estruturas interligadas, como você vê na ilustração ao lado. A equipe de cientistas que trabalharia ali teria à sua disposição tanto áreas privadas quanto comuns a todos, o que impressionou os jurados do concurso. Eles gostaram também da atenção especial dada pela equipe à construção, à manutenção e à busca por soluções para lidar com o acúmulo de 1,5 metro de neve por ano.

Em janeiro, os participantes da competição internacional irão à Antártica para conferir de perto o desafio que os aguarda.

Agora que os projetos finalistas foram selecionados e apresentados, é hora de as equipes que os produziram fazerem as malas. Sabe por quê? Neste mês de janeiro, os participantes irão à Antártica para ver de perto o desafio que têm pela frente e, assim, desenvolver melhor suas idéias. Ainda irá demorar bastante para que a gente saiba quem sairá vencedor dessa competição: só em setembro de 2005 teremos o resultado. Mas tenho certeza de que você, a essa altura do campeonato ‐ ou melhor, do texto! ‐, já tem o seu palpite. Então, senhoras e senhores, façam já suas apostas!

Matéria publicada em 12.01.2005

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Mara Figueira

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