Procurado… e encontrado

Durante a viagem a bordo do veleiro Beagle, o naturalista inglês Charles Darwin conheceu diversos seres vivos e coletou exemplares de insetos muito curiosos. Entre eles estava um besouro encontrado pelo cientista em Baía Branca, na Argentina, em 1832. Ele havia desaparecido da coleção e acabou sendo dado como perdido – até agora.

Apesar de ter sido coletado por Darwin há quase dois séculos, o besouro está bem conservado. É possível até ver as pequenas serras em suas antenas. (foto: Museu de História Natural de Londres)

Apesar de ter sido coletado por Darwin há quase dois séculos, o besouro está bem conservado. É possível até ver as pequenas serras em suas antenas. (foto: Museu de História Natural de Londres)

O besouro acaba de ser encontrado e batizado pelo entomólogo Stylianos Chatzimanolis, da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos. Enquanto estudava uma coleção de insetos doados por Darwin ao Museu de História Natural em Londres, na Inglaterra, Stylianos deu de cara com um besouro que tinha pequenas serras nas antenas, um detalhe incomum aos outros exemplares. As características do bicho condiziam com o modo como Darwin descreveu o besouro argentino em suas anotações.

Segundo Stylianos, o sumiço do besouro é resultado de um descuido. “Alguém tirou o besouro da caixa onde Darwin guardava a coleção e o colocou em outro lugar”, explica. O pesquisador comenta que tê-lo encontrado foi muito importante porque é provável que, atualmente, o besouro já esteja extinto. “Nos últimos cem anos, nenhum outro exemplar foi visto e seu habitat já mudou muito, o que dificultaria sua sobrevivência”.

Após resgatar o animal, o pesquisador resolveu nomeá-lo Darwinilus sedarini, para homenagear o próprio Darwin e também o autor americano David Sedari. “Enquanto eu estudava as características do besouro, gostava de ouvir os audiolivros do Sedari”, conta. “Ele costumava escrever sobre a história natural e eu quis agradecer a ele por divulgar o trabalho dos naturalistas.”

Matéria publicada em 06.05.2014

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Mariana Rocha

Cresci gostando de fazer descobertas para escrever sobre elas. Na CHC consigo ser curiosa e escritora, tudo ao mesmo tempo!

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