Muito prazer, meu nome é…

Quando você encontra um grupo de pessoas novas, a primeira coisa que você faz é dizer o seu nome, não é? Pois os golfinhos nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) têm o mesmíssimo hábito: ao conhecerem colegas da mesma espécie, emitem um assobio para se apresentarem.

Golfinho na água

Ao se separar de seu grupo, o golfinho assobiava, como se estivesse dando um “alô” para seus companheiros (Foto: sheilapic76 / Flickr / CC BY 2.0)

Este comportamento foi observado por cientistas da Universidade de Saint Andrews, na Escócia, que estudam golfinhos em cativeiro. Eles viram que, ao se separar de seu grupo, os golfinhos assobiavam, como se estivessem dizendo um “alô” para seus companheiros. No entanto, os pesquisadores não entendiam o porquê, nem sabiam se isso se repetiria caso os golfinhos estivessem no oceano.

Usando um hidrofone – microfone que consegue fazer gravações embaixo d’água –, a equipe coletou sons dos golfinhos que nadam em alto mar e notou que esse tipo de assobio era comum entre grupos da mesma espécie que se encontravam. Ao analisá-los, os cientistas descobriram que os sons eram muito mais do que um cumprimento genérico.

“Cada golfinho tem a capacidade de mudar a frequência e o tom de seu assobio, produzindo um som único”, conta o biólogo Nicola Quick, que participou da pesquisa. “É nesse aspecto que esses assobios são como um nome, pois revelam a identidade do golfinho”, explica. Ele acredita que os sons contenham informações como o sexo, o tamanho e o estado de saúde do animal.

Os pesquisadores ainda não sabem por que os golfinhos nariz-de-garrafa passam tantas informações para seus companheiros, mas os assobios parecem ajudá-los a permanecer em contato uns com os outros, já que eles vivem em grupos que estão constantemente se separando. Um cumprimento subaquático pra lá de interessante, não acha?

Matéria publicada em 28.03.2012

COMENTÁRIOS

  • Anna Elise

    Eu adoro golfinhos!

    Publicado em 1 de dezembro de 2018 Responder

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Paula-Padilha

Gosto de ciências desde criança e até fui cientista durante um tempo, mas troquei as pipetas e os tubos de ensaio por lápis e papel.

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