Mergulho no mundo dos corais

Se você tiver a oportunidade de, um dia, mergulhar próximo a um recife de corais, aposto que vai ficar impressionado com a beleza desses seres: coloridos, com formas e texturas diferentes, eles seriam uma atração por si só – mas, ainda por cima, abrigam várias espécies de peixes e outros animais que tornam o visual ainda mais encantador.

Cavalos-marinhos e esponjas são alguns dos seres encontrados próximo aos corais (Foto: Heraldo Carvalho)

“Coral é um nome vulgar usado para diferentes tipos de cnidários – grupo de animais aquáticos que também inclui as águas-vivas e anêmonas”, explica a bióloga marinha Débora Pires, do Projeto Coral Vivo. “Os corais pétreos ou verdadeiros são aqueles responsáveis por formar os recifes que observamos principalmente no sul da Bahia, mas também podemos encontrar corais em outras regiões do Brasil, como Búzios, no Rio de Janeiro”.

Saiba mais sobre os corais no documentário abaixo, produzido pelo Projeto Coral Vivo:

Em todo o país, existem 18 espécies de corais verdadeiros que formam recifes em águas rasas, além de cerca de 60 espécies que podem ocorrer no mar profundo. Porém, toda essa riqueza está ameaçada.

“Os corais são organismos fixos; não se movem, por exemplo, como um peixe. Por isso, são vulneráveis a qualquer alteração na água do mar: não têm como fugir”, explica Débora. A pesquisadora conta que os recifes de águas rasas são muito sensíveis a mudanças de temperatura e salinidade, entre outras. “Os corais são sentinelas do mar, ou seja, são os organismos que primeiro irão sofrer com mudanças no ambiente marinho”, completa.

Preservar os recifes de corais é importante por muitos motivos. Por exemplo, eles protegem a costa contra ondas, evitando a erosão, e abrigam espécies importantes de peixes, lagostas e polvos. Além disso, alguns organismos que vivem nos recifes produzem substâncias que podem ser usadas no tratamento de doenças como herpes.

Corais encontrados em Arraial d'Ajuda, na Bahia (Foto: Projeto Coral Vivo)

Para ajudar na preservação dessa riqueza marinha, você pode tomar algumas atitudes. Uma delas é reduzir a emissão de gás carbônico – por exemplo, andando a pé ou de bicicleta em vez de fazer os passeios de carro. Além disso, alerte os adultos à sua volta sobre a importância de evitar ancorar de barcos próximo aos recifes, pescar com produtos químicos e poluir as águas.

Quem ficou curioso para saber mais sobre os corais pode visitar o Centro de Visitantes do Parque dos Corais de Búzios, no Rio de Janeiro. Lá, você vai encontrar um aquário, uma exposição multimídia e telas interativas sobre temas como teia alimentar, oceanografia e conservação ambiental. A da teia é uma das atrações mais bacanas, com peixes, corais e algas que vivem no mar de Búzios: você pode eliminar virtualmente algumas espécies para observar o impacto que isso teria no ecossistema. Mas é só de mentirinha, hein?

Centro de Visitantes do Parque dos Corais de Búzios
Rua das Pedras, 141, Búzios, Região dos Lagos Fluminense
De segunda a sexta, nos turnos manhã, tarde e noite, conforme agendamento
Gratuito para grupos de escolas públicas acompanhados de professor
Para alunos de escolas particulares, R$ 5
Outros visitantes pagam R$ 10
Informações e agendamento: (22) 2623-0224

Matéria publicada em 08.05.2012

COMENTÁRIOS

  • Anna Elise

    Gostei de saber sobre os corais!

    Publicado em 25 de novembro de 2018 Responder

  • Brenda Barros

    Eu gostei muito dos animais marítimos e dos corais

    Publicado em 26 de outubro de 2020 Responder

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Catarina Chagas

Desde criança gosto de ler, inventar histórias e descobrir novidades. Cresci e encontrei um trabalho em que posso fazer tudo isso.

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