Jóias do Sistema Solar

Em 2004, a sonda espacial Cassini tirou uma série de fotos de Saturno. Elas foram usadas para compor esta imagem: a mais detalhada já feita do planeta e de seus anéis (imagens: NASA/JPL).

Saturno é conhecido como “o planeta dos anéis”. Mas você sabe quando eles foram descobertos? Do que são feitos? Ou quantos existem? Pois é hora de descobrir – e ser apresentando a outros planetas que, como Saturno, também têm anéis!

Há quase 400 anos…
Os anéis de Saturno foram descobertos em 1610 por Galileu Galilei. Nascido em 1564, ele foi a primeira pessoa a mostrar que a Terra girava em torno do Sol. Por conta das limitações do equipamento que utilizou para observar Saturno, a princípio Galileu interpretou o que estava vendo como sendo duas luas, uma de cada lado do planeta. “Essa idéia fazia sentido porque, pouco antes, Galileu havia descoberto as quatro maiores luas de Júpiter”, explica o astrônomo Jorge Carvano, do Observatório Nacional. Não demorou, no entanto, para Galileu notar que as luas que ele supostamente havia descoberto ao redor de Saturno pareciam não se mover em relação ao planeta, ao contrário do que ocorria com as luas de Júpiter. Além disso, ao apontar novamente o telescópio para Saturno, dois anos após fazer a sua descoberta, Galileu não conseguiu mais ver as luas que imaginava ter descoberto. Com o tempo, aliás, percebeu-se que as estruturas observadas por Galileu Galilei cresciam, encolhiam e desapareciam em intervalos de 15 anos. Mas… o que seriam elas?!

Galileu Galilei foi a primeira pessoa a observar os anéis de Saturno (ilustração: Mario Bag).

Mistério desvendado
“Em 1655, Christian Huygens, um astrônomo holandês, usou um telescópio bem melhor do que o de Galileu e matou a charada: descobriu que ele havia visto, na verdade, um anel muito fino que estava em órbita ao redor do Equador de Saturno”, conta Jorge Carvano. Tal como acontece na Terra, o Equador de Saturno é uma linha imaginária que divide o planeta em dois hemisférios: o Norte e o Sul. O anel às vezes parecia maior, às vezes menor e, eventualmente, sumia porque o ângulo formado entre o Equador de Saturno e a órbita da Terra varia com o tempo. Há uma inclinação que se altera, de acordo com a época. “Quando esse ângulo atinge um máximo, os anéis estão bem inclinados e nós conseguimos vê-los bem. Quando esse ângulo fica pequeno, porém, nós não conseguimos enxergá-los”, conta Jorge Carvano.

Buracos e luas… nos anéis!
Hoje sabemos que Saturno tem sete anéis. Eles não têm exatamente um nome. São chamados por letras, de A a G. Os anéis são formados por partículas sólidas, compostas principalmente por gelo, mas apresentam também vários outros materiais. Essas partículas podem ter o tamanho de um grão de poeira ou formar pedregulhos com diversos metros de comprimento. “O que diferencia um anel do outro, aliás, são variações na densidade de poeira, na espessura do anel e características das partículas que os compõem”, conta Jorge Carvano. Você sabia também que os anéis de Saturno contêm vários buracos, anéis menores e até mesmo pequenas luas em seu interior? Pois é verdade!

Os anéis de Saturno entre as luas Titã (no alto) e Tétis (embaixo).

Anéis de outros mundos
No Sistema Solar – acredite! – não é apenas Saturno que apresenta anéis. Todos os planetas gigantes também os têm. Júpiter, Urano e Netuno, portanto, contam com estruturas desse tipo. “Saturno, porém, se destaca porque o seu sistema de anéis é de longe o mais extenso, além de ser formado por partículas mais brilhantes”, conta Jorge Carvano. Para ver em detalhe essas estruturas, além de imagens de Saturno e de suas luas, clique na tela abaixo e assista a um vídeo que a CHC fez para levá-lo ao espaço!

 

 

Matéria publicada em 17.05.2010

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Mara Figueira

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