Física em campo

O juiz apita, o jogador vai em direção à bola, prepara o chute e lá vai a redondinha fazendo uma curva incrível até que… Gooooooooooool! Essa cena é comum nos jogos de futebol, mas você sabia que o show de bola é também um show de física?

Jogador de futebol chuta a bola

(Ilustração: Nato Gomes)

Vamos pensar primeiro na bola – afinal, sem ela, não tem jogo. Para que a pelota role corretamente, é necessário que ela tenha uma boa aerodinâmica, ou seja, um formato que facilite seu deslocamento, garantindo as curvas e os efeitos que o jogador desejar.

Para isso acontecer, os fabricantes de bolas pensam em diversas maneiras de torná-las mais eficientes, por exemplo, usando novos materiais e formas de costurar dos gomos. “As bolas de hoje são muito melhores por causa dessas novas tecnologias. O chute, por exemplo, deforma a bola, mas as mais modernas voltam à sua forma original mais rapidamente”, explica o professor Sérgio Cunha, da Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas.

Além das bolas, os calçados também são fabricados de modo a potencializar o desempenho dos atletas. Um bom calçado absorve melhor o impacto e força menos as articulações dos jogadores.

Não é só isso: a biomecânica – área da física que estuda a mecânica de organismos vivos – também pode ajudar no desempenho dos atletas, diminuindo as chances de acontecerem lesões. Os pesquisadores estudam como certos movimentos são executados a partir da medição dos ângulos das articulações. “Assim, podemos ensinar ao atleta como fazer o movimento de modo a evitar lesões”, diz Sérgio.

Essas informações são úteis para melhorar a atuação do atleta, que, ao realizar o movimento de maneira correta, pode obter melhores resultados. O professor Sérgio dá o exemplo dos goleiros: “Eles devem ficar em uma determinada posição durante a cobrança de pênalti que lhe permita máxima potência no salto para defender o gol. Essa posição inicial é escolhida a partir dos ângulos das articulações que aproveitem melhor cada músculo envolvido”.

Agora me diga você: será que os jogadores pensam mesmo nisso ou apenas jogam com a intuição e a garra que só os craques têm?

Matéria publicada em 14.02.2012

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Fernanda Turino

Sempre fui muito curiosa, adorava brincadeiras ao ar livre e acampar (fui até escoteira!). Cresci lendo a CHC e hoje trabalho aqui.

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