Como uma pluma

Um grupo de cientistas alemães inventou o material mais leve do mundo. Cem vezes mais leve do que um pedaço de isopor, o metal ganhou o nome de aerografite – levando em conta que ele possui 99,9% de ar em sua estrutura, o nome é bem apropriado, não é?

Aerografite

O aerografite repele a água e conduz eletricidade (Foto: Universidade de Kiel)

Além de poder flutuar e conduzir corrente elétrica, o aerografite tem outra característica especial: apesar de ser tão leve, ele é super resistente e pode aguentar até 40 mil vezes o seu próprio peso. Para você ter uma ideia, o ferro mais resistente aguenta “só” 5 mil vezes o peso dele mesmo!

O físico Rainer Adelung, da Universidade de Kiel, explica que o novo material “é constituído por fitas de carbono enrugadas muito finas que formam tubos, que por sua vez formam redes”. Essa estrutura de redes deixa bastante espaço para o ar e é o que torna o aerografite tão leve.

Para construir o material, os cientistas usaram um processo semelhante a pegar fitas de papel amassado e, com a ajuda de uma cola, uni-las na forma de um tubo – só que, é claro, usando as fitas de carbono em vez do papel.

Aerografite

Nesta imagem de microscópio eletrônico, você observa em detalhes o aerografite (Foto: Technische Universität Hamburg-Harburg)

Essa construção em redes também deixa o aerografite bem resistente, embora seja feito de fitas muito delicadas de carbono. Para explicar como isso acontece, Rainer compara o novo material a um papel bem mole: “se você pendurá-lo sobre a borda de uma mesa, ele dobrará para baixo. Mas, se você deixá-lo com muitas pregas e rugas, ele vai ficar em linha reta”.

Por causa do seu baixo peso, o aerografite pode ser usado na construção de baterias para carros elétricos, e Rainer acredita que ele pode ser útil também em outras áreas. “O aerografite poderia ser usado na eletrônica, mas isso ainda precisa ser testado”, aposta.

Matéria publicada em 07.08.2012

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Camille-Dornelles

Quando criança, gostava de fazer experimentos dentro de casa e explorar o mundo. Hoje, na CHC, me sinto brincando de cientista e trabalhando como jornalista ao mesmo tempo.

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