Uma mãozinha para os arqueólogos

Os arqueólogos, você sabe, estudam civilizações humanas. Eles realizam escavações para encontrar vestígios deixados por populações que existiram há muito tempo, na tentativa de entender como nossos ancestrais viviam. Nesse trabalho, eles podem desenterrar esqueletos humanos e de animais domésticos, restos de alimentos e vários tipos de objetos. Mas como será que eles descobrem em que época essas pessoas viveram e esses objetos foram usados? Nessas horas, é só pedir ajuda aos químicos!

Espigas de milho fossilizadas

Com o teste do carbono 14, cientistas descobriram a idade de espigas de milho fossilizadas encontradas no Peru: 6.700 anos (Foto: Tom Dillehay)

Uma das principais maneiras de investigar a idade de materiais antigos é a técnica de datação por carbono 14, inventada pelo químico norte-americano Willard Libby – ele ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1960 por esta invenção. A técnica pode ser usada em amostras originadas de qualquer tipo de ser vivo que tenham até cerca de 50 mil anos de idade. Madeira, carvão, sedimentos orgânicos, ossos, conchas marinhas e peles estão entre as amostras testadas com carbono 14.

Essa metodologia se baseia no fato de que todos os seres vivos são formados por moléculas contendo carbono – proteínas, lipídeos, açúcares e vitaminas são alguns exemplos. Esse carbono chega aos seres vivos por meio do gás carbônico atmosférico (CO2), que é absorvido pelas plantas na fotossíntese. Como os animais se alimentam dessas plantas, também passam a ter as moléculas de carbono em seus organismos.

Willard Libby

Willard Libby, o criador da técnica de datação por carbono 14 (Foto: Wikimedia Commons)

Os átomos de carbono podem ser de três tipos: C-12 (que corresponde a 98,89% de todos os átomos de carbono), C-13 e C-14. Tanto o C-12 quanto o C-13 são extremamente estáveis, ou seja, não se modificam com o tempo, e existem na Terra há muitos bilhões de anos. Já o C-14 é extremamente raro e se transforma em C-12 com uma velocidade constante – a metade das moléculas de C-14 se transforma em C-12 em um período de 5.730 anos. Porém, a quantidade de C-14 na atmosfera não se altera, pois a mesma quantidade de C-14 que se transformou em C-12 é reposta por um processo natural de formação de C-14.

E o que isso tem a ver com a idade de achados arqueológicos? Bem, os seres vivos trocam continuamente carbono com a atmosfera quando se alimentam e respiram. Assim, a proporção de C-12 e C-14 em suas moléculas é igual àquela encontrada no CO2 atmosférico.

A coisa muda, porém, quando os organismos morrem: a troca de carbono com a atmosfera acaba e a quantidade de C-14 em suas moléculas vai diminuindo conforme ele se transforma em C-12 numa velocidade já conhecida – como vimos antes, a quantidade de C-14 se reduz à metade a cada 5.730 anos. Assim, para conhecer a idade de um artefato arqueológico, basta determinar a proporção entre a quantidade de C-14 e C-12 em suas moléculas.

Por exemplo, se esta proporção for igual à existente na atmosfera, o artefato foi produzido em nossa época. Se esta proporção for reduzida pela metade, significa que o artefato tem 5.730 anos. Se a proporção for de apenas um quarto, o achado terá 11.760 anos, e assim por diante.

Múmia

O teste do carbono 14 pode ser aplicado em amostras originadas de qualquer tipo de ser vivo – seres humanos, animais, plantas... (Foto: Catarina Chagas)

Usando o método de datação por carbono 14, os cientistas foram capazes de determinar, por exemplo, a idade de grãos de pipoca de 6.700 anos encontrados no Peru e muitos outros achados arqueológicos!

Matéria publicada em 21.09.2012

COMENTÁRIOS

  • Isadora Orefice de Oliveira

    Muito legal por que os arqueólogo acham as coisas de muitos anos atrás e os químicos ele tentam descobrir a quanto tempo esse objeto esta la e ha muitos e muitos anos

    Publicado em 18 de maio de 2020 Responder

  • Vinicios Torres Braz Gonçalves

    achei interessante e louco é gostei das coisas.

    Publicado em 19 de maio de 2020 Responder

  • Giovanna Pietra Oliveira Lacerda

    Eu acredito que esse texto é muito interessante,eu adorei a parte que falou a sim:
    Usando o método de datação por carbono 14,os cientista foram capazes de determinar, por exemplo, a idade de grãos de pipoca de 6.700 anos encontrado no Peru e muitos outros achados arqueológicos!

    Publicado em 19 de maio de 2020 Responder

  • Heloisa Tosta dos Santos

    gostei muito dessas informações, muito interessante..

    Publicado em 19 de maio de 2020 Responder

  • Giovana Francisqueti Ferraz

    Eu achei o texto muito interessante

    Publicado em 21 de maio de 2020 Responder

  • nicolas Martins Costa

    wilard libby descobriu que atraves do carbono e uma maneira de investigar idade de materiais antigos..
    fazendo revelacoes de materias com mais de 5200 anos atras como um grao de pipoca de 6700 anos encontrado no Peru.
    O teste de caborno pode ser aplicado em amostara originais de qualquer tipo de ser vivo seres humano animais e planta.

    Publicado em 21 de maio de 2020 Responder

  • Bianca Belatto Bergamasco

    Usando o método de datação por carbono 14, os cientistas sao capazes de determinar, a idade e existencia na terra, de qualquer coisa.

    Publicado em 22 de maio de 2020 Responder

  • Abraão Simão Ferreira

    A obra da Willard Libby é ótima para ajudar os arqueólogos para descobrir a idade, década, seculo e milênio dos objetos encontrados nas escavações.

    Publicado em 22 de maio de 2020 Responder

  • Abraão Simão Ferreira

    A obra da Willard Libby é ótima para ajudar os arqueólogos para descobrir a idade, década, seculo e milênio dos objetos encontrados nas escavações.

    Publicado em 22 de maio de 2020 Responder

  • Michel Paulino Viccentini

    Achei interessante a reação do C-14 e o C-12,do que são capazes de fazer com os seres vivos.

    Publicado em 23 de maio de 2020 Responder

  • MARIA EDUARDA MIANO

    Muito interessante pois todos os seres vivos são formados por moléculas contendo carbono- proteínas,lipídios, açucares e vitaminas.
    Sendo assim o gás carbono tambem são absorvidos pela plantas na fotossintise todos os animais que se alimentar delas receberá gás carbono.
    2

    Publicado em 26 de maio de 2020 Responder

  • anna clara

    Que legal

    Publicado em 26 de maio de 2020 Responder

  • Amanda

    As múmias são muito assustadoras 😬😬😬😬😬😬

    Publicado em 27 de maio de 2020 Responder

  • Maria Eduarda de Souza Maschio

    meu deus a mumia tem 6.700 anos

    Publicado em 3 de junho de 2020 Responder

  • leticia gabrielli costa da silva

    e muito interessante o corpo humano e as mumias sao estranhas e dao medo

    Publicado em 3 de junho de 2020 Responder

  • Ana Caroline da Silva

    Muito interessante, legal e Interativo

    Publicado em 5 de junho de 2020 Responder

  • Ana Clara

    o texto e infromativo,e interessante.

    Publicado em 8 de junho de 2020 Responder

  • Sofia Santos do Prado

    Achei essa ciência interessante que faz descobertas do passado

    Publicado em 8 de junho de 2020 Responder

  • Matheus Henrique Prado

    Eu pensava que só existia fósseis de animais e humanos, mas fiquei muito surpreso com aquela espiga de milho e também com os milhos de pipoca, e pela maneira de como eles descobrem a datação.

    Publicado em 9 de junho de 2020 Responder

  • FELIPE SANTOS SILVA

    Eu gostei bastante e interessante.

    Publicado em 10 de junho de 2020 Responder

  • Melissa Ferreira

    achei o texto interessante, legal e gostei bastante

    Publicado em 10 de junho de 2020 Responder

  • caua silva

    legal..

    Publicado em 12 de junho de 2020 Responder

  • ENZO APOLLO

    EU ACHEI MUITO LEGAL O TEXTO

    Publicado em 14 de junho de 2020 Responder

  • Gabriel de Moraes Marques

    sempre tive curiosidade em saber como os pesquisadores chegavam nessas datas

    Publicado em 17 de junho de 2020 Responder

  • PEDRO DOS SANTOS LIMA

    eu achei muito interessante ver as coisas antiga

    Publicado em 18 de junho de 2020 Responder

  • Gabriel de Carvalho Morais

    Achei muito interessante, misturar química e arqueologia.
    Não ideia que era assim que se descobria a idade dos ancestrais.

    Publicado em 21 de junho de 2020 Responder

  • Lívia Roberta Lopes da Silva

    muito legal porque você pode descobrir muitos ossos de pessoas de animais e outros

    Publicado em 22 de junho de 2020 Responder

  • Matheus Rodrigues Barbosa

    Muito interessante,conseguir descobrir o tempo das coisas como a pipoca que tinha 6.700.

    Publicado em 6 de julho de 2020 Responder

  • Isabela Batista Dias

    Eu gostei muito tem bastante informação interessante

    Publicado em 11 de abril de 2021 Responder

  • Ester Cosmo Lopes

    Eu achei muito do método de datação do carbono 14 os foram capazes de determinar exemplo a idade de grão de pipoca 6.700 anos encontrados peru amei esse texto

    Publicado em 13 de abril de 2021 Responder

  • Otavio Valerio Fizzon

    Muito legal a mumia e a espiga de milho . E muito legal saber de tudo isso e o texto e muito interessante

    Publicado em 14 de abril de 2021 Responder

  • Lorenna wandscheer Castro

    Fico imginando que legal seria ter a profissão do Arquiologo , e a cada descoberta onde iria minha imaginação de um objeto ou qualquer material encontrado.
    😱Nossa ia ser muito legal .
    Muitas histórias e descoberta devemos a eles .
    Amei o texto muito legal 👍

    Publicado em 14 de abril de 2021 Responder

  • Diego Gabriel

    Achei muito interessante a forma como descobrem a idade de achados antigos e também achei muito interessante a transformação de carbono C-14 em C-12 e a forma como a observação da quantidade deles no corpo estudado pode ajudar a datar o achado, Muito legal.

    Publicado em 18 de abril de 2021 Responder

  • Jullya

    ache interessante as formas de decobrir as ideias

    Publicado em 1 de maio de 2021 Responder

  • Jullya

    ache interessante as formas de decobrir as ideias pos um pouco duvidoso

    Publicado em 1 de maio de 2021 Responder

  • Maria Katiane Mendes Gomes

    E legal porque através da arquelogia e da química podemos descobrir varias coisas do passado

    Publicado em 31 de março de 2022 Responder

  • Kauã Gabriel Ribeiro Gonçalves

    Eu achei o texto muito interessante pois através arqueologia e da química podemos descobrir várias coisas do passado

    Publicado em 8 de abril de 2022 Responder

  • Pedro

    Os esqueletos dão medo mais é legal 💀

    Publicado em 8 de abril de 2022 Responder

  • Isabely da Silva Teixeira

    Gostei foi bem informado e as múmias são muito legais amei parabéns

    Publicado em 8 de abril de 2022 Responder

  • Isabely da Silva Teixeira

    Gostei foi bem informado gostei da parte que fala das múmias

    Publicado em 8 de abril de 2022 Responder

  • GABRIEL DO NASCIMENTO

    Eu gostei da parte quando fala sobre os grãos de milho 🌽.

    Publicado em 8 de abril de 2022 Responder

  • Luisa Lopes Montilha

    Ola gostei muito dessas descobertas foi muito interessante
    Só não entendi muito sobre essas coisas de carbono mais aprendi bastante sobre arqueologia
    Os grãos de pipoca foi interessante também.
    Eu nunca estudei civil ações humanas
    Foi muito 😎 legal
    Os esqueleto são,muito legais

    Publicado em 8 de abril de 2022 Responder

  • Murilo Lopes montilha

    Achei muito interessante gostei do texto 💯

    Publicado em 8 de abril de 2022 Responder

    • Luisa Lopes Montilha

      Vc tinha colocado outro assim estou no 4°ano não sabia disso kkk

      Publicado em 10 de abril de 2022 Responder

  • Joana Manuella Pereira da Silva

    Gostei muito e muito interessante e também e legal descobrir coisas novas e isso é muito legal adorei a imagem do esqueleto e muito legal

    Publicado em 8 de abril de 2022 Responder

  • Isabel Neves da silva

    Eu gostei muitooo da um pouco de medo na hora da múmia mas gostei

    Publicado em 10 de abril de 2022 Responder

  • RAFAEL ESTEVAM

    INTERESSANTE ESSA TECNICA

    Publicado em 20 de maio de 2022 Responder

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Joab Trajano Silva

Desde criança, o autor da coluna No laboratório do Sr. Q pensava em ser biólogo. Mas, enquanto cursava a faculdade, descobriu que precisava de conhecimentos químicos para entender como os seres vivos funcionam. Juntou as duas coisas e foi ser bioquímico.

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