Escrevendo à mão

Minha letra sempre foi horrível – já levei até bronca de um professor que teve muita dificuldade para ler uma prova minha. Então, vocês podem imaginar que, sempre que preciso escrever alguma coisa, corro para o computador!

As crianças costumam aprender a escrever em letras cursivas, como as da imagem. Porém, alguns especialistas sugerem que isso não é tão necessário. O que você acha? (Imagem: Wikimedia Commons)

As crianças costumam aprender a escrever em letras cursivas, como as da imagem. Porém, alguns especialistas sugerem que isso não é tão necessário. O que você acha? (Imagem: Wikimedia Commons)

Todas as crianças aprendem, na escola, a escrever em letra cursiva, e só com muita prática as letras começam a sair caprichadas. Isso toma tempo dos alunos e dos professores – por isso, em alguns lugares do mundo, como os Estados Unidos, especialistas em educação discutem se é realmente necessário aprender a escrever dessa maneira, em um mundo onde os teclados de computadores são cada vez mais comuns. O que você acha?

Há muito tempo os homens já desenhavam nas paredes das cavernas, mas a escrita, ou seja, representação gráfica de sons da fala, veio bem depois. Os primeiros registros datam de 3.500 anos antes da nossa era e foram produzidos pela civilização suméria, que vivia na Mesopotâmia – região que ocupa parte do atual Iraque.

Inscrições em sumério feitas há cerca de cinco mil anos. De lá para cá, os homens vêm escrevendo em bambus, papiros, pergaminhos, papéis e, mais recentemente, computadores, <i>tablets</i> e celulares (Foto: Wikimedia Commons)

Inscrições em sumério feitas há cerca de cinco mil anos. De lá para cá, os homens vêm escrevendo em bambus, papiros, pergaminhos, papéis e, mais recentemente, computadores, tablets e celulares (Foto: Wikimedia Commons)

De lá para cá, os homens vêm escrevendo em bambus, papiros, pergaminhos e papéis. A escrita foi vista como mágica e perigosa, mas também como poderosa ferramenta para guardar a verdade – em processos judiciais, por exemplo, passou a valer a palavra escrita em vez da palavra falada.

Mesmo nesses tempos remotos, podemos considerar que a escrita já era uma tecnologia, porque significava tomar algo externo ao nosso corpo para desempenhar certa função – a de registrar pensamentos, discursos, acontecimentos. Tintas e penas, lápis e canetas de vários tipos um dia foram consideradas inovações tecnológicas!

Ao longo do tempo, os instrumentos da escrita já mudaram muito. E não me admiraria se, em um futuro próximo, nós deixássemos lápis e papel para trás e passássemos a usar somente computadores, tablets, celulares. Mas eu com certeza sentiria falta de cadernos, lápis, lapiseiras e blocos de anotações. E os cadernos escolares, então? Como serão os adultos de amanhã, sem os cadernos da adolescência? Sei não. Talvez um pouco de nostalgia não faça mal.

Matéria publicada em 27.09.2013

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Keila Grinberg

Quando criança, gostava de visitar a Biblioteca Nacional, colecionar jornais antigos e ouvir histórias da época de seus avós. Não deu outra: hoje é historiadora e escreve para a coluna Máquina do tempo.

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