As aventuras de Marco Polo

Você conhece a história de Marco Polo (1254-1324), que partiu de Veneza com seu pai e tio quando tinha apenas 15 anos rumo a uma emocionante viagem ao Oriente, e só voltou 24 anos depois, cheio de histórias para contar aos europeus? Não? Então mergulhe fundo na leitura de Marco Polo e sua maravilhosa viagem à China, de Janis Herbert, e conheça um pouco das aventuras do navegante italiano ao cruzar terras muito distantes das nossas, como a China, Pérsia (atual Irã), Tibet, Sri Lanka e Índia.

Detalhe da capa de M. Polo e sua maravilhosa viagem à China

Marco Polo tinha apenas seis anos quando assistiu à partida de seu pai, Niccolo, e seu tio, Maffeo, ao Oriente, em viagem de negócios. Lá, eles conheceram o Kublai Khan, o governante do Império Mongol, o maior reino do mundo na época. Quando os irmãos se preparavam para voltar a Veneza, o grande Khan pediu que eles retornassem no futuro com um frasco de óleo da lamparina da igreja do Santo Sepulcro (o túmulo de Jesus Cristo em Jerusalém).

Eles cumpriram a promessa e anos mais tarde retornaram ao Oriente — só que dessa vez com o jovem Marco Pólo a bordo. Começava aí a aventura de nosso personagem. Até chegar ao palácio do Kublai Khan, ele conheceu muitas culturas e atravessou diversas terras conquistadas pelos guerreiros mongóis. Uma delas era a Pérsia — que, no século 6 a.C., havia sido um grande império que ocupou parte da Ásia Central e Oriente Médio.

A ilustração acima mostra a recepção de Marco na corte do Kublai Khan

Nossos viajantes também conheceram o Afeganistão, terra de montanhas íngremes e desertas que eles penaram para cruzar. Um dos lugares mais ricos que Marco visitou foi a China. Lá ele descobriu a religião budista, na qual seus praticantes tentam chegar ao Nirvana (liberação do sofrimento e da morte) por meio da meditação. A China era uma região com muito comércio e desenvolvida cientificamente. Foram os chineses, por exemplo, que inventaram o papel, a bússola, a pólvora e a porcelana.

Após três anos e meio de viagem, chegaram enfim a seu destino: a residência do Kublai Khan, na cidade de Shang-tu. Aos poucos, o carisma de Marco Polo conquistou o imperador, que resolveu fazer dele seu emissário. Marco deveria viajar por todo o reino e relatar ao Khan tudo o que vira e ouvira.

O rapaz passou dezessete anos viajando pela Ásia como funcionário do imperador. Tornou-se adulto. Conheceu lugares exóticos e diferentes de tudo o que se conhecia na Europa ocidental. Ele descobriu por exemplo que, no Tibet, após os bebês nascerem, as mulheres se levantavam para trabalhar e o pai da criança passava quarenta dias deitado.

O mapa acima mostra o trajeto de Marco Polo pelo império mongol

Após tanto tempo a serviço do imperador, nosso navegante cansou das viagens e quis voltar para sua terra natal. Em 1292 os Polo retornam à Europa. Eles estavam tão diferentes de quando partiram que até seus parentes tiveram dificuldades em reconhecê-los! Mas a vida de Marco Polo ainda lhe reservaria surpresas…

O livro Marco Polo e sua maravilhosa viagem à China narra todas essas histórias para o público jovem, de forma simples e envolvente. A obra, além de trazer em boxes uma série de curiosidades sobre as culturas orientais, possui no final de cada capítulo atividades orientadas, como a preparação de papel, máscaras ou tapeçarias, exercícios de ioga, receitas e instruções de jogos chineses.

Marco Polo e sua viagem maravilhosa à China
(para crianças e jovens)
Janis Herbert (trad.: Fernanda Abreu)
Rio de Janeiro, 2003, Jorge Zahar Editor
108 páginas

 

Matéria publicada em 03.07.2003

COMENTÁRIOS

  • Maria

    Estou procurando a
    resposta

    Publicado em 22 de junho de 2020 Responder

  • Isabeelly Esteve Dos Santos Silva

    Nessa Viagem que Marco Polo fez Além de ter que falar tudo que ouviu e viu para o Khan ele Descobriu Muitas Culturas , Conheceu Muitos Lugares

    Publicado em 8 de julho de 2020 Responder

  • caua silva

    Marco polo viveu dezessete anos andando a asia inteira ele e bom

    Publicado em 9 de julho de 2020 Responder

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Denis-Weisz-Kuck

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