Quero saber…

…qual a diferença entre caranguejos e siris?

Caranguejos e siris são palavras genéricas que usamos para nos referir a crustáceos que têm, como características marcantes, uma carapaça cobrindo o corpo todo e dez patinhas separadas em 5 pares, que servem para locomoção, alimentação e respiração, entre outras funções. Essas patinhas são chamadas de pereiópodos.

Dependendo da função do pereiópodo, ele pode receber nomes diferentes. Tanto em siris como em caranguejos, o primeiro par tem forma de pinça, para auxiliar na alimentação, e são chamadas quelípodos.

Porém, existe uma diferença bem marcante entre os caranguejos e siris no último par de pereiópodos! Nos siris, são chamados urópodos, e têm forma de remo, para facilitar a natação, já que estes animais são na sua maioria aquáticos e vivem no fundo, próximo ao sedimento, de rios e mares.

Já o último par de pereiópodos dos caranguejos não apresenta a mesma forma achatada que nos siris, porque os caranguejos caminham mais do que nadam.

Agora, você já sabe: caranguejo, siri não é!

 

Isabella C. Bordon
Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade de São Paulo

Foto Wikipédia
Foto Cláudio Dias Lins/Wikimedia Commons

…que ações do nosso dia a dia afetam a camada de ozônio?

A camada de ozônio diz respeito a quantidade de ozônio que se encontra na estratosfera. O ozônio é um gás e a estratosfera é uma parte da atmosfera que fica entre entre 10 e 50 quilômetros de altitude. O ozônio que se encontra nessa altitude absorve a luz ultravioleta – que é prejudicial para os seres humanos, animais e plantas –, por isso, ele é muito importante para a vida sobre a Terra.

O principal fator de destruição da camada de ozônio por ação das pessoas é a liberação de gases contendo cloro e bromo. Esses gases são principalmente os chamados (tome fôlego!) clorofluorocarbonetos (CFC), e foram produzidos pela indústria desde meados até o final do século passado para diversos usos, por exemplo, na refrigeração. Em 1987, foi assinado o Protocolo de Montreal, um documento pelo qual 197 países se comprometeram a diminuir e finalmente encerrar a produção de compostos que destroem a camada de ozônio. O Brasil participa do Protocolo de Montreal desde 1990.

Segundo esse acordo, a partir de 2010 nenhum país pode fabricar os CFC. Outros compostos que também afetam a camada de ozônio estão em fase de eliminação – o como tetracloreto de carbono, o metilclorofórmio e o pesticida brometo de metila. Todos esses são chamados substâncias destruidoras da camada de ozônio (SDO), porque quando são liberados permanecem durante muitos anos na atmosfera.

Por isso, é importante que as pessoas contribuam verificando se seus desodorantes e outros aerossóis não contêm CFC. Também vale se certificar, ao comprar geladeiras, freezers e condicionadores de ar, se esses aparelhos não usam gases que prejudicam a camada de ozônio. Outro cuidado é nunca, nunquinha, usar pesticidas com brometo de metila. Ah! E para descarte dos produtos, sempre procurar seguir as instruções do fabricante.

 

Graciela Arbilla
Laboratório de Cinética Aplicada à Química Atmosférica e Poluição
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Ilustração Walter Vasconcelos

…se é possível plantar árvores na escola.

A resposta é… sim!!! E até existem projetos pedagógicos com essa finalidade. Um bom exemplo é o da Escola Estadual Silvestre Gomes Jardim, localizada no município de Rondonópolis, no Mato Grosso, que mudou de visual depois que promoveu a arborização do espaço e a consciência ambiental nos estudantes. A ação foi iniciada pelos professores, funcionários e alunos quando se deram conta de que não havia árvores nem sombra na escola.

O projeto de arborização foi realizado ao longo de todo o ano letivo e incluiu um cronograma de plantio e de manutenção das árvores, tudo definido pelos envolvidos. Na sala de aula, foram debatidos temas da educação ambiental, que trataram da importância da preservação e da conservação de áreas verdes, bem como de seus benefícios para a natureza e a sociedade.

As mudas plantadas eram frutíferas e foram escolhidas por integrarem a flora da região e, também, serem bem aceitas pela fauna local. Teve acerola, limão, mamão, goiaba, pinha, amora, araçá-boi, coco, maracujá, caju, açaí, abacate, laranja, pitanga, bacupari, cajá manga anão, dentre outras espécies.

O resultado do trabalho, além da conscientização ambiental de todos os envolvidos, foi a conquista da revitalização do espaço escolar. Plantando árvores, os estudantes colheram aumento da umidade do ar, redução do calor, absorção de poluentes, oferta de abrigo e de alimento para os animais locais, prevenção da erosão do solo e, por fim, a disseminação de variadas sementes na região. Gostou da ideia? Então dê uma olhada no antes e depois dessa escola e leve a proposta para a sua!

Kelly Costa de Alcântara
Especialista em Metodologia do ensino de biologia e química
Rede estadual de ensino
Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso

Matéria publicada em 11.03.2020

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