E-lixo. O que é isso?

Já percebeu que alguns equipamentos eletrônicos, depois de um tempo de uso – ploft! – não funcionam mais? O que você e sua família fazem com computadores, celulares, tablets, micro-ondas, televisão e outros aparelhos que enguiçam? Jogam no lixo? Hummm… Será essa a melhor opção? Com certeza, não. Descartando de maneira incorreta o ‘e-lixo’, como ficou conhecido o lixo eletrônico, contribuímos com a poluição do planeta. Mas a verdade é que alguns desses equipamentos já saem das lojas com um tempo de vida determinado. Assim, o consumidor logo compra outro mais moderno, e não sabe mesmo o que fazer com o anterior. Mas será que as coisas precisam ser assim?

Ilustração Walter Vasconcelos

Um dos grandes desafios atuais é o destino do lixo eletrônico. Nas últimas décadas, sua produção aumentou. Mas por quê? Por um lado, pela evolução tecnológica, em que tudo fica ultrapassado num piscar de olhos; por outro, pela grande vontade que algumas pessoas têm de comprar e comprar e comprar…

Em média, cada brasileiro produz cerca de oito quilos de lixo eletrônico por ano. Isso faz com que o nosso país seja o sétimo maior produtor de e-lixo do mundo. Nos Estados Unidos e no Canadá, cada pessoa produz cerca de 20 quilos de lixo eletrônico por ano. Na Europa, são quase 17 quilos anuais por habitante. Considerando todo o continente africano (mais de um bilhão de pessoas) são gerados, em média, quase dois quilos de lixo eletrônico por habitante anualmente.

No mundo todo, estima-se que são produzidas 50 milhões de toneladas de e-lixo por ano. Os pesquisadores já apontam que, até o ano de 2050, o nível de produção desse tipo de resíduo alcançará 120 milhões de toneladas por ano. É muito e-lixo, gente!

 

Jean Carlos Miranda

Departamento de Ciências Exatas, Biológicas e da Terra
Universidade Federal Fluminense

Marcela Eringe Mafort

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais

Maíra Moraes

Ciências Biológicas
Universidade Veiga de Almeida

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