Ciência na Pavuna

Uma visita ao clube que está fazendo os jovens ocuparem um laboratório de verdade.

Olá, pessoal! Nesta coluna, vamos visitar a Pavuna, um bairro da cidade do Rio de Janeiro. Lá, fica a Escola Municipal Telêmaco Gonçalves Maia, que tem um clube de ciências com atividades diversas e foco em problemas do cotidiano escolar.

A história desse clube tem início em 2012, quando foi fundado pelas professoras Patrícia do Socorro, da própria escola, e Sonia Barbosa dos Santos, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ. Segundo elas, o objetivo do clube não é formar cientistas, mas aproximar a ciência da escola, permitindo que jovens conheçam a ciência, aprendam a valorizá-la e consigam fazer uso consciente das informações.

O clube promove o encontro dos alunos com cientistas e daí… os frutos surgem! Um deles é a Gabriele Alves de Souza Carvalho, que começou curiosa no clube lá em 2012. Atualmente, ela faz faculdade de Ciências Biológicas na UERJ e participa de pesquisas sobre câncer!

Gabriele não tem dúvidas de que seu início na Biologia não teria sido possível sem o clube. Nele, ela aprendeu o que é fazer ciência, conheceu pesquisadores, museus e tocou pela primeira vez num microscópio.

Gabriele, aos 14 anos, na Semana de Graduação da Uerj (2014), apresentando trabalho realizado com alunos do Clube Ciências na feira da Pavuna.
Gabriele, aos 20 anos, na Semana de Graduação da Uerj (2019), apresentando trabalho de Iniciação científica da graduação em Ciências Biológicas. Ao lado, a professora Patrícia do Socorro.

Algo semelhante aconteceu com o André Henrique Pereira Rosa, que completará 17 anos em 2020. Clubista desde 2017, ele destaca que entrou no clube apenas por curiosidade e permaneceu porque achou ‘legal’. Lá, ele encontra pessoas que o ajudam com suas dúvidas, aprende coisas sobre ciência com as quais nunca tinha sonhado e se diverte. Segundo André, o clube também é importante porque tem projetos para ajudar as pessoas da comunidade e a própria escola. Será que André também vai querer ser cientista?

Quer saber mais sobre esse clube? Conhece algum outro clube de ciências? Conta pra gente! Podemos contar a sua história aqui também. Até a próxima!


lazzaroni

Alberto Lazzaroni
Mestre em Ciências e Biotecnologia pela Universidade Federal Fluminense
Professor do CIEP 449 Intercultural Brasil-França

Nasci na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, num tempo em que as crianças brincavam muito na rua. Tive uma infância bem feliz, sonhava em ser jogador de futebol. A paixão pelos bichos, no entanto, venceu a da bola. Hoje sou professor, apaixonado pela ciência e com um sonho: que haja um clube de ciências em cada escola do nosso país.

Matéria publicada em 05.02.2020

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