Que tal aprender matemática usando lixo?

Criatividade e materiais que você pode encontrar em casa facilitam a aprendizagem.

Tem gente que chama de ‘macarrão’, outros, de ‘espaguete’. Não importa o nome que você dê para aqueles canudos compridos usados para flutuar em piscinas. Todos concordam que o melhor a fazer quando eles ficam velhos e estragados é jogá-los no lixo, certo? Errado! Esse e outros objetos que parecem não ter mais valor podem ser usados para ensinar matemática. Isso mesmo! Matemática!

Mas o que esse macarrão tem a ver com o ensino de matemática? Esses e outros materiais podem ser usados para representar frações, por exemplo. Veja na imagem: basta pegar dois ‘macarrões’. O da direita está inteiro, enquanto o da esquerda, do mesmo tamanho, está dividido em duas metades. Pode ser feito para representa 1/4, 1/8, 1/20… O que importante é que, com um material que teria o lixo como destino, conseguimos ensinar matemática de forma clara.

Já sobras de papel colorido, ao invés de virar lixo, podem ser utilizadas para fazer dinheirinho de papel, que pode substituir o ‘material dourado’e ajudar na compreensão de operações de adição, subtração, multiplicação e divisão. Basta fazer e utilizar notas de 2 e 5 para representar unidades, 20 e 50 para representar dezenas e a nota de 100 para a centena, por exemplo.

 

Também podemos pegar várias embalagens de objetos que usamos no dia a dia para representar figuras espaciais. Uma caixa de sapatos pode ser um paralelepípedo, uma lata de ervilhas é um cilindro, uma bola qualquer é uma esfera, uma casquinha de sorvete é um cone.

Muitos outros objetos que não usamos mais e iriam para o lixo podem servir como materiais pedagógicos para desenvolvermos jogos, experimentos, investigações e muitas outras atividades.

Os ‘macarrões’ usados para flutuar em piscinas podem ser preparados para ensinar o conceito de fração.

Além de ensinar e aprender matemática com objetos que custam muito pouco ou quase nada, também estamos zelando pelo ambiente, reaproveitando materiais que, em muitos casos, demorariam mais do que a nossa vida inteira para desaparecer.

Daniela Mendes

Professora e coordenadora da Rede Colaborativa de Práticas do Laboratório Sustentável de Matemática

Matéria publicada em 30.05.2018

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