A luta de Soweto

Esta história é verdadeira e se passa na fria manhã de 16 de junho de 1976. O inverno se aproximava. Mas os milhares de jovens que se preparavam para marchar pelas ruas de Soweto, na África do Sul, não se importaram. A sensação de estarem juntos nas ruas, exigindo uma educação de qualidade e em busca de respostas às suas perguntas e problemas, era um incentivo, um calor no em seus corações. Cheios de coragem, naquela manhã, eles lutaram como nem eles próprios sabiam que poderiam lutar.

Na África do Sul dos anos 1970, o apartheid (lê-se ‘apartáid’) ainda existia. Apartheid foi uma política racial oficalizada no país em 1948. Essa política obrigava a separação de pessoas pela cor da pele em todas as áreas de suas vidas: públicas e privadas. O direito de votar, por exemplo, era exclusivo das pessoas consideradas brancas – que representavam somente cerca de um quinto da população. Também era exclusividade dos brancos fazer parte do governo, da administração da justiça e do exército. E mais: somente os brancos tinham direito a empregos qualificados, a melhores salários, a viver nas cidades, a circular livremente pelo país e a receber educação de qualidade. Para a outra parte da população, considerada negra e que era em maior número (quatro quintos da população), esses direitos eram proibidos.

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