A baronesa do riso

De fraque e cartola, o neto do rei do Império de Oyó desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro.

Nair de Teffé foi a primeira mulher a desenhar profissionalmente caricaturas, um tipo de ilustração que mistura humor e desenhos. Por isso, ela se tornou um dos símbolos da luta pela igualdade de direitos entre mulheres e homens no início do século 20. Nasceu na cidade de Niterói, no dia 10 de junho de 1886, em uma rica família brasileira, os barões de Teffé. Nair passou grande parte da sua infância fora do Brasil, principalmente na França. Foi em um internato de freiras que ela começou a desenhar as suas primeiras caricaturas, para rir das rigorosas regras impostas pelas religiosas.

Em 1905, a família de Nair retornou para o Brasil, foram morar em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Lá era o local preferido da elite brasileira para passar o período do verão e fugir das doenças que atacavam a capital da República, como a tuberculose. Em Petrópolis, o barão de Teffé promovia muitas festas e recepções. Nair aproveitava a ocasião para fazer a caricatura de pessoas importantes. A sua fama começou a crescer! Não demorou muito, ela começou a publicar seus desenhos em uma das mais importantes revistas da época. Nair de Teffé, que assinava Rian (o seu nome ao contrário), ocupava um espaço tradicionalmente reservado aos homens, era, portanto, uma grande conquista ter o reconhecimento da sua arte. Sua obra chegou a outros países e ela recebeu um convite para ingressar em uma publicação francesa. No entanto, preferiu permanecer no Brasil.

Reprodução/Wikimedia Commons

 

Pedro Krause
Professor do Departamento de História do Colégio Pedro II
Doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro

Sou professor de História e adoro falar sobre as personalidades que marcaram o Brasil de outras épocas!

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