Receita africana salpicada de ciência

Você já ouviu falar de São Tomé e Príncipe? Trata-se de um arquipélago africano tão pequeno que é até difícil de acreditar que seja um país. São Tomé é a 168ª nação em tamanho do mundo, um dos últimos da lista de 191. Para se ter uma idéia, o arquipélago é menor até do que a cidade do Rio de Janeiro.

Assim como o Brasil, São Tomé foi colonizada por portugueses. O país possui belíssimas paisagens e uma cultura bastante rica. A culinária, então, nem se fala. Ou melhor: é dela que nós vamos falar… Que tal fazer em casa uma deliciosa receita de banana são-tomense e desvendar a ciência da atração pelo açúcar?

Sonhos de banana de São Tomé e Príncipe

Ingredientes:
220 gramas de bananas sem casca (de qualquer tipo)
25 gramas de açúcar
120 gramas de farinha de trigo
100 mililitros de leite
1 ovo
Açúcar, canela e óleo para fritar

Modo de fazer:

Numa bacia, misture a farinha, o açúcar, o leite e o ovo. Deixe essa massa separada e, com um garfo, amasse as bananas. Em seguida, junte as bananas à massa e mexa tudo. Faça pequenas bolinhas com a massa e peça a ajuda a um adulto para fritá-las. Da frigideira, sairão sonhos de banana iguaizinhos aos que são saboreados em São Tomé e Príncipe. Você agora só precisa polvilhá-los com açúcar e canela.

Doce atração

Sobremesa preparada, mesa posta e você mal pode esperar pelo fim do jantar? Do fundo da mesa, dentro daquele pote especial, os bolinhos de banana parecem sorrir… Antes de atacá-los, você saberia responder o que lhe faz sentir tão atraído por essas doces delícias?

Pois existe uma resposta científica para isso e ela está em um lugar muito pequeno – um espaço entre células do cérebro que (acredite!) é mil vezes menor que a espessura de um fio de cabelo.

Nesses locais acontece a comunicação entre células do cérebro, os neurônios, e é o açúcar um dos responsáveis pela liberação de mensageiros – os neurotransmissores – que vão estabelecer essa conversa entre as células. Serotonina e a B-endorfina (beta endorfina) são os neurotransmissores acionados quando ingerimos açúcares.

Esses dois mensageiros são capazes de modificar o nosso estado de humor. Quando são liberados naqueles mínimos espaços entre os neurônios, a pessoa se sente relaxada, fica otimista e melhora sua auto-estima. Por isso, então, nos sentimos tão bem quando comemos doces.

Mesmo sem saber da ligação do açúcar com esses prazeres, muita gente, quando se sente triste, corre para a geladeira para devorar um docinho. Mas vai um alerta: açúcar em excesso pode causar a obesidade e diabetes, graves problemas de saúde.

Matéria publicada em 31.05.2006

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Redação

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