Estrelas jovens

Quando aproveitamos a noite para olhar o céu estrelado, apreciamos o brilho de estrelas adultas. Mas poucas pessoas sabem que as estrelas têm um ciclo de vida parecido com o nosso: nascem, amadurecem e morrem.

As estrelas nascem em imensas e rarefeitas nuvens de gás chamadas nebulosas. Para se ter uma ideia, o tamanho de uma nebulosa é maior que a distância do Sol até a estrela mais próxima, algo da ordem de dezenas de trilhões de quilômetros.

As nebulosas – formadas basicamente pelos gases hidrogênio e hélio – podem ser consideradas berçários estelares, já que abrigam as estrelas recém-nascidas, que os cientistas batizaram de jovens ou protoestrelas. (imagem: NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team - STScI/AURA)

As nebulosas – formadas basicamente pelos gases hidrogênio e hélio – podem ser consideradas berçários estelares, já que abrigam as estrelas recém-nascidas, que os cientistas batizaram de jovens ou protoestrelas. (imagem: NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team – STScI/AURA)

A formação da estrela dentro da nebulosa ocorre em etapas. Primeiro, são formadas em seu interior regiões mais concentradas, os grumos, que crescem lentamente. Embora sejam mais compactos do que a nebulosa, os grumos são ainda muito grandes e rarefeitos, se comparados a uma estrela adulta. Eles são, também, muito frios, muito mais gelados do que os polos da Terra.

Durante vários milhões de anos, esses grumos não variam de tamanho. Neste período, ocorre equilíbrio entre a pressão do gás, que tende a dispersar o grumo, e a força da gravidade, que tende a condensá-lo. Quando esse equilíbrio é interrompido, o grumo rapidamente se contrai.

Quando um gás é comprimido, a sua temperatura aumenta. Forma-se, então, o que podemos apelidar de embrião da estrela, uma região mais ou menos do tamanho do Sol, porém 100 vezes mais leve do que ele e com uma temperatura de milhares de graus. Esse processo que você leu em poucos minutos leva em torno de 10 mil anos para acontecer. E a estrela ainda não está pronta!

A maior parte do grumo inicial forma, agora, um casulo de gás e poeira, caindo sobre o embrião estelar. Nesse processo, o grumo, que era muito frio no início, torna-se cada vez mais quente. Essa fase dura de 10 a 100 mil anos, e acaba quando o embrião estelar tiver engolido, ou melhor, acumulado grande parte do grumo.

Na última etapa, essas estrelas se contraem lentamente, durante 1 a 10 milhões de anos, até a temperatura em seu centro chegar a 10 milhões de graus. O que dobrou do grumo é varrido pelo vento que essas estrelas jovens sopram. Começa, então, a fase de estrelas adultas, aquela na qual se encontra o Sol e todas as outras estrelas que observamos em uma noite de céu bem limpo.

O período que uma protoestrela leva até acender, ou seja, até emitir a luz que vemos aqui da Terra, depende da sua massa. Se ela for umas 15 vezes maior que o Sol, leva cerca de dez mil anos. Se for equivalente ao Sol, leva em torno de um milhão de anos.

Embora pareça muito tempo, trata-se de um intervalo muito breve comparado com a vida da estrela. Se levarmos em conta que um ser humano vive 80 anos, é como se uma estrela ficasse pronta em três dias, enquanto um bebê demora nove meses para nascer!

(Esta é uma reedição do texto publicado na CHC 108.)

Matéria publicada em 11.06.2014

COMENTÁRIOS

  • Lara Victoria Alves Marques

    Eu gostei é muito interessante 😃

    Publicado em 3 de setembro de 2020 Responder

  • Sávio Kesley Verissimo Torquato Filho

    Eu adorei é muito legal e interessante!⭐🌠

    Publicado em 3 de setembro de 2020 Responder

  • maria klara ibiapino rodrigues de abrel

    eu gostei

    Publicado em 3 de setembro de 2020 Responder

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Jane Gregorio-Hetem

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