É mentira!

Você com certeza já pregou uma peça em alguém – ou já foi enganado por algum engraçadinho – no dia primeiro de abril, conhecido como dia da mentira. Pode colocar a cabeça para pensar numa brincadeira para este domingo, mas, antes, deixe-me contar a história desse costume!

Tudo começou com uma celebração de ano novo. Parece estranho, mas é verdade: há muito tempo, o ano novo era celebrado em março, no dia 21 (ou 22, nos anos bissextos). Esta data era importante porque marca o equinócio, ou seja, a data em que dia e noite têm a mesma duração – aqui no hemisfério Sul, é também o começo do outono. Ao contrário do que acontece hoje, naquela época, a festa de ano novo durava vários dias, e primeiro de abril era o primeiro dia útil do ano que se iniciava.

Era. Um belo dia, o imperador Júlio César resolveu fazer uma reforma no calendário e transferir o começo do ano para janeiro. O povo, é claro, ficou confuso. Muita gente não ficou sabendo da mudança e continuou a celebrar o ano novo em primeiro de abril.

Já no século 16, um rei da França resolveu acabar com a bagunça e baixou um decreto: a partir dele, tornava-se obrigatório celebrar o ano novo em janeiro. Ainda assim, algumas pessoas insistiram no primeiro de abril. Outras debochavam delas, dizendo que eram bobas e sua festa era uma grande mentira. Por isso, primeiro de abril ficou conhecido como dia da mentira ou dia dos tolos.

Hoje, não resta mais confusão sobre o início do ano, mas o costume de pregar peças continua. O que você vai fazer? Eu acho que vou mandar um cartão de ano novo para a Diná…

Matéria publicada em 30.03.2012

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Sou o mascote da CHC. Troquei a pré-história pelo mundo virtual para mostrar a você o lado curioso e divertido da ciência.

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