A fantástica história do monge e suas ervilhas

Alguém já disse que você tem os olhos do seu pai ou o nariz igual ao da sua mãe? Porque será que somos parecidos com nossos familiares? Se você já se perguntou alguma vez como as características físicas passam de geração em geração, saiba que a resposta para essa questão foi encontrada pela primeira vez em um jardim… Mas o que será que as flores têm a ver com as características físicas dos seres humanos? Epa, alguém disse flores? Não estamos falando de um jardim florido, mas de um jardim repleto de ervilhas!

Se você quiser saber como as experiências com ervilhas mostraram que as características físicas de uma geração são transmitidas às gerações seguintes, precisa conhecer a história de Gregor Mendel, o monge que descobriu o segredo da hereditariedade usando um jardim, algumas ervilhas e muita, muita inteligência.

Mendel nasceu em 1822, na cidade de Heizandorf, na Áustria. Aos 21 anos, entrou no monastério de São Tomás em Brunn, atual Brno. Para se tornar monge, era preciso entender de religião, mas também de ciências. Ele se tornou monge em 1847 e em 1851 resolveu se aprofundar em disciplinas como física, matemática e ciências naturais na Universidade de Viena. Ao se formar, depois de quatro anos, iniciou uma série de trabalhos com plantas no monastério para descobrir como se transmitem as características hereditárias.

Os contemporâneos de Mendel não acreditaram nele, pois estavam ouvindo pela primeira vez suas descobertas, que são hoje o ponto de partida para quem quer estudar genética. Ele foi um homem à frente de seu tempo e a História guardou um lugar especial para sua memória. O monge passou a ser considerado o pai da genética! O reconhecimento é tanto que construíram uma estátua de pedra em sua homenagem no jardim mais importante do Mosteiro de São Tomás, onde ele fez suas primeiras descobertas.

Estátua de Mendel no Mosteiro de São Tomás.

Graças a Mendel, o troca-troca genético de que a gente tanto ouve falar se tornou possível. Os transgênicos — animais e plantas que recebem genes de outras espécies de seres vivos — são realidade! O homem hoje é capaz de modificar o gene de uma planta para torná-la mais resistente às pragas, por exemplo. Ou então, fazer experiências trocando genes de animais, para tentar desenvolver novos medicamentos.

Enfim, muita coisa pode ser feita com o estudo da genética. Não se admire se um dia você acordar com uma imensa vontade de ser geneticista! Lembre-se que toda essa história começou em um jardim, com um monge sabido que cultivava ervilhas…

Introdução | Era uma vez um jardim de ervilhas | O mundo conhece as descobertas do monge


Matéria publicada em 09.08.2010

COMENTÁRIOS

  • Anna Elise

    Falando em ervilhas, hoje eu comi ervilhas!

    Publicado em 24 de junho de 2018 Responder

  • Heloisa Ribeiro da Silva

    Gostei da leitura que eu fiz

    Publicado em 7 de agosto de 2021 Responder

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Sarita Coelho

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